segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Reencontrando as memórias incríveis da Princesa Diana

Além de ser tema da próxima temporada de “Feud”, série antológica do Ryan Murphy, a Princesa Diana ganhará um documentário do HBO. A emissora adquiriu os direitos e agora está produzindo um documentário inédito sobre a vida, morte e legado da Lady Di. Segundo a Rolling Stone, o projeto contará com depoimentos de William e Harry, filhos de Diana, que vão falar sobre o legado e influência da mãe. Além disso, imagens e gravações inéditas da Princesa também farão parte do documentário. “O filme mostrará a Princesa Diana de formas nunca vistas antes, pela perspectiva de duas pessoas que melhor a conheciam”, disse o produtor executivo do projeto, Nick Kent, em comunicado à imprensa britânica. O acidente foi notícia de última hora em todo o mundo. Coberturas jornalísticas interromperam a programação para dar o update sobre a condição de saúde da Princesa de Gales. Apesar dos grupos de oração e vigília nas suas últimas horas de vida, Diana falecia em Paris por conta das lesões do acidente de automóvel que sofrera. Mas além de um ícone na cultura popular, a princesa Diana deixou um legado muito maior do que filhos, problemas pessoais e controvérsias. A primeira mulher a se casar com um herdeiro do trono britânico em mais de três séculos viveu apenas 36 anos, entretanto deixou para trás um exemplo de esperança e altruísmo. Descubra a seguir dez curiosidades que as pessoas não costumam falar muito a respeito da princesa mais famosa dos últimos tempos. 1. Ela traiu o príncipe, e não foi só uma vez Charles e Diana se separaram oficialmente em 1992. O divórcio levou quatro anos para ser finalizado. Em 1995, durante uma entrevista à BBC, Diana admitiu que havia cometido adultério durante o casamento. Ela contou ao mundo que esperava ainda poder ser uma rainha no coração do púbico, mesmo que na realidade não pudesse ascender mais ao trono da Inglaterra no futuro. Quando o divórcio acabou em 1996, ela perdeu o título de Sua Altera Real, embora oficialmente ainda fosse a Princesa de Gales. Charles eventualmente também assumiria seus affairs. 2. Diana é popular até hoje Quando ela e Charles se casaram, em 1981, mais de 700 milhões de pessoas assistiram o evento pela televisão, que foi transmitido em 70 países. Os expectadores dos movimentos reais queriam dar uma espiada no enorme anel Garrard em sua mão esquerda. Feito com 14 diamantes solitários, que cercavam uma safira de 12 quilates, sua estrutura era feita de ouro de 24 quilates. O anel de Diana continua sendo usado até hoje, porém no dedo de Kate Middleton. 3. Sua morte está cercada de conspirações Na noite de 31 de agosto de 1991, enquanto rodava de carro pelas ruas de Paris com o empresário egípcio Dodi Al-Fayed, seu namorado da época, o motorista perdeu o controle e bateu o carro. Inicialmente, a investigação concluiu que o condutor estava bêbado no momento do acidente, e colocou toda a responsabilidade nele pelo ocorrido. Mas diante da revolta popular, a investigação foi adiante em 2004, relevando que Diana também estava sem cinto de segurança, e o veículo em que viajava estava sendo perseguido por outro cheio de paparazzi. 4. Diana ajudou inúmeras instituições de caridade Uma das campanhas mais notáveis foi banir as minas terrestres dos combates de guerra, trabalho que ela fazia com gosto e se dizia apaixonada em fazer. Isso levou a princesa para os quatro cantos do mundo depois que o longo divórcio com o príncipe Charles finalmente se tornou oficial. Ao todo, Diana ajudou mais de 100 instituições de caridade, uma das quais chegou a ganhar o Prêmio Nobel da Paz meses depois da sua morte. Mas a viagem mais célebre de Diana aconteceu no ano de sua morte. Em 1997, a princesa partira para a Angola com a missão de aumentar a consciência sobre a campanha de remoção de minas terrestres, promovida pela Cruz Vermelha Internacional na época. Uma das orientações da princesa era que suas visitas deveriam ser mantidas em segredo da mídia, para que ela pudesse visitar as pessoas que estavam doentes e machucadas sem perturbações. 5. A princesa também tinha vários problemas pessoais As crônicas autobiográficas de Diana trazem inúmeras batalhas pessoais que ela teve que enfrentar durante seus primeiros anos de casada com o príncipe Charles. A princesa lutou principalmente contra problemas de saúde mental, incluindo distúrbios alimentares e tentativas de suicídio. No fim das contas, ela conseguiu superar esses problemas e ser a mãe amorosa que sabia que seus filhos iriam precisar. 6. Ela mudou a forma como o mundo via a Aids Nos primeiros anos do HIV, houve muita estigma negativa que cercava pessoas doentes. Era incomum para os indivíduos que tinham Aids serem discriminados sob a justificativa de outros não quererem ficar doentes. Diana mostrou que não apenas as pessoas infectadas mereciam compaixão, mas também não eram necessariamente perigosas para o público em geral. Sua luta e desejo de perseguir a igualdade para os afetados mudaram a percepção do mundo: Diana revelou quem uma pessoa com Aids realmente vinha a ser. 7. Diana não era tão burguesa assim... Apesar de ter vindo de um lar desfeito, Diana teve uma infância confortável. Suas duas irmãs, Jane e Sarah cuidavam dela, além dos irmãos, John e Charles. A futura princesa adorava sair pra dançar, nadar e esquiar. O príncipe Charles conhecia a família e chegou a ser vizinho dela – o herdeiro de Isabel II chegou a namorar a irmã mais velha de Diana. Sua família também é repleta de personalidades históricas com nomes bastante reconhecidos. Pessoas como George Washington, Humphrey Bogart e até a família Bush dos Estados Unidos fazem parte da extensa família de Diana. 8. A princesa aparecia, as revistas se esgotavam Diana nunca saiu na Playboy, mas estrelou a capa de dezenas de revistas. Ela apareceu na capa da People mais de 50 vezes, 8 vezes na Time e em 7 capas da Newsweek. Outras revistas em todo o globo também colocaram a imagem da Princesa de Gales na capa com frequência. Isso rendia bons negócios: os exemplares que traziam Diana na capa se esgotavam rapidamente. 9. Uma rebelde disfarçada Quando Diana falava de sua vida quando namorava o príncipe Charles, com frequência ela diria às pessoas que ela havia sido criada para desenvolver tarefas reais. Quando a realidade começou a chegar, no entanto, ela descobriu que ser uma princesa era muito mais preocupante do que ela esperava. Ela começou a se recuperar de boa parte de seus problemas pessoais quando tomou a decisão de escapar de parte de suas tarefas reais para ir atrás de seus próprios interesses. Isso nem sempre era bem visto pela família, mas a ajudou a conquistar os corações e mentes do resto da população. 10. Seu trabalho continua até hoje Apesar de Diana ter morrido há anos, seus trabalhos filantrópicos prosseguem através do Fundo da Princesa de Gales. Estabelecido após sua morte, o fundo tem uma meta simples e objetiva: garantir que as organizações que ela apoiava continuem recebendo o apoio que merecem. Hoje o fundo ajuda a tomar conta de doentes na África, fornecendo abrigo a refugiados em todo o mundo, e continua a campanha contra o uso de minas terrestres durante conflitos. Mas, apesar de ser uma das mulheres mais admiradas da história, a Princesa de Gales incomodava muito pelas suas atitudes e declarações que fugiam do que podemos chamar de “protocolo real”, que englobam normas de conduta seguidas pelos sucessores da linhagem. O estopim ocorreu com o fim de seu casamento com o Príncipe Charles, oficializado no ano de 1996. Depois do divórcio, a mãe de William e Harry passou a namorar o herdeiro da rede de lojas Harrods, Dodi Al-Fayed, que também faleceu no acidente ocorrido na Ponte de l’Alma, em 1997. Tradicionalmente, a pretendente disposta a se casar com o príncipe deveria concordar com os votos já feitos pela Família Real – o que inclui a promessa de obedecê-lo. Diana foi a primeira a discordar desta sujeição e escreveu os próprios votos. Inclusive, com apenas 19 anos (sua idade na época do casamento), fez questão de deixar bem claro quando disse que não o obedeceria durante a cerimônia realizada no dia 29 de julho de 1981, na Catedral de São Paulo, em Londres. Seu exemplo foi seguido por Kate Middleton, que também não fez esta promessa, quando oficializou a união com o Príncipe William, em 2011. Neste caso, cada um também escreveu suas juras matrimônio. Com apenas 20 anos, Diana deu à luz William, e logo um ano depois, Harry. Incomum para a maioria das mulheres que se tornam mães com esta idade, a Princesa de Gales sempre levou uma vida muito moderna: foi ela mesma que escolheu o nome de ambos, contrariando os palpites de Charles que preferia Arthur para o primogênito e Albert para o segundo herdeiro. Ela também fez questão de estar sempre presente na criação de seus dois filhos: amamentando-os e desenvolvendo uma linda relação de amor e confiança com as crianças. Em uma viagem a Malta, para passar o Natal, Diana e Charles deixaram os pequenos de 2 e 1 ano com os avós. “William e Harry eram muito, muito felizes em terem Diana como uma mãe, porque suas ideias eram completamente diferentes da geração que os precedeu”, disse o especialista em Famílias Reais, Christopher Warwick. A mãe dos dois herdeiros sempre se agachava para falar com eles olhando nos olhos, algo nunca antes visto ou feito pelos membros da Família Real. Lady Di também levava os pequenos para lancharem no Mc Donald’s, deixava que eles andassem de transporte coletivo, usassem jeans, bonés de times de beisebol e consertassem suas próprias bicicletas. Quando ela os levou para a Disney, os dois pequenos aguardavam a entrada nos brinquedos nas filas normais. Outro fato importante está no fato de Diana ter insistido para que seus dois filhos frequentassem a escola pública: ambos estudaram no Jardim de Infância de Jane Mynon, localizado bem próximo ao Palácio de Kensington. Antes de passar a fazer parte da Família Real, Diana era professora primária e sempre achou de suma importância para o comportamento infantil que seus pequenos convivessem com outras crianças. Na foto acima, tirada em 11 de setembro de 1989, a Princesa de Gales aparece ao lado dos dois irmãos vestidos com o uniforme do colégio, este era o primeiro dia de Harry na escola. Em 1994, Lady Di foi manchete de vários jornais britânicos após aparecer com um lindo vestido tubinho preto em um evento beneficente na Serpentine Gallery, quebrando totalmente o esteriótipo de que todas as integrantes da realeza deveriam escolher suas peças à dedo para não serem tachadas de ousadas. Neste mesmo ano, um documentário relatando a infidelidade do Príncipe Charles foi ao ar, sendo este, considerado por muitos, um dos principais motivos do divórcio. Outra peça-chave do guarda-roupa de Lady Di foi uma gargantilha de esmeraldas e diamantes, que era usada como uma tiara por ela em diversas aparições públicas, como foi o caso deste evento em 1985, no município australiano de Melbourne. A jóia foi um presente de casamento da Rainha Elizabeth II. Em uma entrevista concedida à BBC, no ano de 1985, Diana não somente abriu o jogo sobre sua vida pessoal e os bastidores da crise de seu casamento: ela também falou publicamente sobre sua luta contra a bulimia, transtorno alimentar desenvolvido pelo estresse de tentar – aos trancos e barrancos – manter as falsas aparências sobre o seu relacionamento com Charles. “Você tenta fazer coisas contra si mesma porque acha que não é digna ou que a sua existência não possui validade alguma. E a recorrência deste pensamento sempre segue um padrão repetitivo, altamente auto-destrutivo.”
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