quinta-feira, 1 de junho de 2017

Filme da Mulher-Maravilha apresenta uma heroína moderna e forte

Quando Batman vs. Superman: A origem da Justiça estreou em 2016 sobraram críticas ao filme dirigido por Zack Snyder. No entanto, apesar dos muitos problemas, o longa-metragem teve alguns pontos positivos, como a presença de Gal Gadot interpretando (e apresentando) Diana, a Mulher-Maravilha. E, como a participação era pequena, a personagem merecia ganhar um filme próprio, o que aconteceu neste ano. O longa Mulher-Maravilha estreia nos cinemas brasileiros e é o pontapé para a chegada de Liga da Justiça, que tem previsão de lançamento em novembro deste ano, e também para as produções cinematográficas protagonizadas por mulheres. Por ser a primeira heroína do atual universo da DC apresentadas nos cinemas, Mulher-Maravilha, de direção de Patty Jenkins, reflete o empoderamento feminino em alta nos últimos anos. A começar pela apresentação de Diana, uma princesa que cresceu ao lado de apenas mulheres fortes e guerreiras na Ilha das Amazonas (Themyscira), e seguindo pela atitude da personagem ao longo do filme, já em Londres. Mulher-Maravilha é repleto de boas sacadas e mostra uma personagem forte, que, em vez de precisar ser salva, está lá para salvar os outros do perigo — e até a DC, que tem dado bola fora com os mais recentes lançamentos do universo dos heróis acertou com esse super filme. O longa-metragem começa com Diana (Gal Gadot) recebendo de Bruce Wayne (Ben Affleck) uma foto sua na Primeira Guerra Mundial, o que a motiva a contar sua história. Assim, o filme segue para a infância e adolescência de Diana em Themyscira, quando ela começa a ser treinada pela tia Antíope (Robin Wright) para a possibilidade de enfrentar uma guerra. Durante um desses treinamentos, Diana descobre um poder inimaginável e depois precisa lidar com a chegada do capitão Steve Trevor (Chris Pine), que cai de avião na ilha durante uma fuga do exército alemão. Ao saber da guerra, a heroína se sente na obrigação de ajudar os humanos e segue para Londres com a missão de encontrar Ares, o deus da guerra. Esse reflexo feminista no filme é algo que a personagem mostrava desde a época dos quadrinhos. Não só o criador da Mulher-Maravilha era um entusiasta do feminismo, como ele criou uma heroína, que mesmo em um universo fantasioso, conseguia trazer a realidade feminina para as páginas. A Mulher-Maravilha foi criada em 1942, por William Moulton Marston, um psicólogo norte-americano, que também atuou como advogado, inventor e, claro, escritor de HQs. Para Moulton, os quadrinhos tinham um enorme potencial educacional e isso o levou a criar a personagem tão diferente do que se via na época: uma mulher, poderosa, independente, decidida, forte e inteligente. “Hoje pode ser relativamente simples falar sobre feminismo, mas no início dos anos 1940, não era”, defende Alexandre Callari, editor da DC Comics/Panini Brasil, sobre a personagem. Na história da heroína nos quadrinhos, a saga de Diana Prince, ou princesa Diana de Themyscira, como ela é conhecida, começa em um local misterioso, a Ilha das Amazonas. A Mulher-Maravilha foi criada nessa ilha, isolada da sociedade, não sendo contaminada pelos valores e mazelas que atingem os humanos. Todo esse contexto dá um ar inocente e puro à personagem. “Basicamente ela é vista pelo público como a mulher perfeita. Um ideal a ser alcançado. Diana era uma mulher que se destacava num mundo predominantemente masculino — tanto o ficcional quanto o real — e, com o tempo, foi conquistando seu espaço. Ela foi cada vez mais servindo de modelo para suas leitoras, que viam nela um exemplo a ser seguido”, completa Callari. A megaprodução 'Mulher Maravilha' é inspirada em histórias em quadrinhos, fala da guerreira imbatível, treinada desde cedo, Diana Prince, estrelada no filme pela atriz israelense Gal Gadot. Ela nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai em uma praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra. E, de quebra, é um blockbuster (custou perto de US$ 150 milhões) dirigido por uma mulher, a cineasta Patty Jenkins (de “Monster – Desejo Assassino”, que deu Oscar a Charlize Theron). Numa Hollywood em que homens contam histórias de homens e mulheres, é ótimo que o novo longa baseado nos gibis da DC seja de e sobre um universo feminino. O timing agradece. Até por isso, as melhores coisas de “Mulher-Maravilha” surgem logo de cara. É a própria Diana, interpretada pela israelense Gal Gadot, quem narra a história. Um breve prólogo ambientado nos dias atuais, pós-“Batman vs Superman”, nos coloca na ilha de Temiscira, a terra das amazonas. Pronto. Pela primeira vez em qualquer filme de herói, estamos em uma fantasia completamente feminina, uma genuína história sobre mulheres. O lugar, isolado de tudo, é habitado por guerreiras de diferentes gerações. Diana nasceu de uma forma de barro feita pela rainha Hipólita (Connie Nielsen) e recebeu sopro de vida por Zeus. Antíope (Robin Wright), irmã de Hipólita, é outra figura materna forte na criação de Diana. Ela ensina a menina a lutar, a marcar posição, a pensar no mundo que existe fora da ilha. Até aqui, temos um filme de época com ares de fantasia grega. Assim que o piloto Steve Trevor (Chris Pine) cai na ilha por acaso, “Mulher-Maravilha” assume tanto as agruras da Primeira Guerra Mundial quanto as doçuras da comédia romântica. Diana conhece a violência do mundo ao redor e tem certeza que Ares, o deus da guerra, está por trás da violência que nutre os homens. A estreia de Mulher-Maravilha nos cinemas leva para as telas a maior super-heroína dos quadrinhos, interpretada pela atriz israelense Gal Gadot em um filme dirigido por Patty Jenkins (de Monster: Desejo Assassino). É a primeira produção adaptada dos quadrinhos a levar para as telas de cinema uma protagonista mulher desde os malfadados Mulher-Gato (2004) e Elektra (2005).
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