segunda-feira, 27 de março de 2017

Chay Suede - ator em progresso

Antes de se tornar um dos nomes fortes da nova geração de atores da Globo, Chay participou do reality show musical ‘Ídolos’, da Record, em 2010, e ficou em quarto lugar. Em 2011, integrou o time de protagonistas da novela ‘Rebelde’, na Record, e, em 2013, apresentou o ‘Hora do Chay’, na MTV. No ano seguinte, já estava na Globo. Fez duas participações (‘Império’, de 2014, e ‘A Lei do Amor’, de 2016) e uma novela inteira (‘Babilônia’, de 2015). De volta ao telefonema que Chay recebeu, Vinícius detalhou um pouco como seria o personagem. Mas foi uma característica específica do protagonista que fez o ator aceitar o convite na hora. “Quando o Vini me falou sobre a questão com os índios e que o meu personagem significaria para essas nações indígenas da Bahia naquele período, eu topei imediatamente”, lembra. É porque antes da ligação de Vinícius, Chay estava na cidade de Aracruz, na divisa entre Espírito Santo e Bahia, dirigindo o filme ‘O Eremita’, com roteiro de Roobertchay Domingues, pai de Chay, em uma aldeia Guarani. Lá, o ator e diretor aprendeu a usar arco e flecha e teve o corpo pintado por indígenas. “A questão dos índios sempre mexeu comigo de uma maneira muito única e íntima desde que eu era muito pequeno. Isso se desdobrou em mil coisas na minha vida. Desde a minha banda se chamar Aymoréco, por conta dos índios aimorés, até várias outras coisas”, explica Chay , que para a novela fez ainda aulas de espadas e coreografia de lutas. O ator também dispensou o dublê na maioria de suas cenas de ação. “Gosto de me arriscar. Tenho muito medo de altura e a novela acabou me curando um pouco desse pavor que eu tinha. Porque tive que lidar muito com altura, com saltos, quedas. Me machuquei um pouco, mas coisas superficiais”, confessa o ator, aos risos. Na trama de Thereza Falcão e Alessandro Marson, Joaquim é um ator de commedia dell’art — forma de teatro popular que misturava comédia, acrobacias e improviso — que foi parar em uma nau que leva a princesa Leopoldina (Letícia Colin) para o Rio de Janeiro. Nessa viagem, ele cai nas graças da aristocrata e se apaixona pela professora Anna (Isabelle Drummond). Inclusive, no capítulo de hoje, eles se beijam e, amanhã, ele a pede em namoro. “É uma coisa nova, apesar de estarmos repetindo a parceria é algo muito novo e muito fresco”, descreve ele, que viveu um par romântico com a atriz em ‘A Lei do Amor’. Mais para frente, Thomas (Gabriel Braga Nunes), que também tem interesse por Anna, consegue se livrar de Joaquim, que é dado como morto. O rapaz é resgatado do mar com vida, mas muito mal, por uma tribo. Com o passar do tempo, o ator se sente melhor e percebe que não precisa continuar sua viagem para o Rio de Janeiro. Mas caso continue, que precisa levar todos os índios com ele, já que os indígenas estão vivendo em uma região no sul da Bahia de intenso conflito. “Nos livros de história, a gente vê que o sul da Bahia sempre foi muito minado de conflitos com os índios, principalmente porque ali tinham os índios considerados bravos. Os aimorés eram índios muito bravos que não falavam tupiguarani. No caso da novela, é uma aldeia tucaré que fala tupiguarani e era considerada mais pacífica. Mas ainda assim existiam muitos conflitos com brancos. E o Joaquim se depara com essa situação e percebe que os índios estão em enorme desvantagem, que a crueldade do povo branco não tem limite, como não teve”, explica. É assim que o nobre rapaz prioriza a causa indígena em detrimento da sua felicidade junto com Anna. Apesar da distância, Joaquim nunca deixará de pensar na amada. “Não rolou romance com índia. Acho que o amor resiste à distância. O amor é paciente, bondoso, tudo espera, tudo confia. A diferença entre o amor idealizado e o amor romântico é que o amor romântico não suporta, não espera, não tem paciência e nem é amor, é paixão”, define o ator de 24 anos. Ele mesmo acredita ter encontrado o amor da vida dele. Trata-se da também atriz, Laura Neiva — o casal está junto desde 2014. Recentemente, ele a pediu em casamento no palco do programa ‘Amor & Sexo’, da Globo. Sobre a data do casório, ele faz mistério. “Não sei se será para logo. Ninguém pensa com data. Mas penso nisso (casamento)”, revela. Natural de Vilha Velha, no Espírito Santo, Chay mora na Gávea, na Zona Sul do Rio, e já incorporou o estilo de vida carioca. Principalmente quando o assunto é passear de dia pela cidade. Ele até tem o seu roteiro favorito. “Gosto muito de andar de moto, de ir à praia, fico um pouco e vou embora. Gosto de almoçar nos restaurantes daqui, gosto de ir à Cobal comer acarajé aos sábados. Enfim, amo o Rio de Janeiro”, derrete-se. Chay Suede, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, revelou detalhes sobre a careira e comentou que nem sempre quis ser ator. Além disso, o protagonista de “Novo Mundo” disse que o impeachment da presidente Dilma foi golpe. “Desde moleque eu queria fazer cinema, tanto que fiz vestibular para isso. Depois que comecei a interpretar, demorei um tempo a gostar de ser ator. Durante “Rebelde” eu não sentia essa paixão, quando acabou eu tinha praticamente desistido [de atuar], queria fazer música, tanto que fui para São Paulo. Mas aí me chamaram para fazer coisas, estava precisando muito de grana, a música não estava me dando, eu fui fazer. E fui descobrindo o mundo mágico e maravilhoso da dramaturgia, que me fisgou para sempre. Hoje eu sou ator, respiro isso.”, comentou. Chay também contou quais são os artistas que lhe inspiram. “Na música, em primeiro lugar o Caetano. Gosto do Devendra Banhart, dos Novos Baianos, dos Mutantes. Gosto muito de música latina, da Amazônia, de música baiana. O Caetano é o principal porque é o que eu mais ouvi desde pequeno, acho ele genial. Também gosto muito do Cazuza.”, disse. “Como ator, gosto dos latinos. É clichezaço, mas meu favorito, em quem eu mais me inspiro, é o Wagner Moura. Porque ele é brasileiro e é ótimo. E ele tem uma masculinidade muito interessante, muito monocromática. A androginia hoje é tudo, né? Tipo, você vê os galãs de hoje, né [aponta para si]? E o Wagner não, ele é homem, macho, uma cor só, até nos papeis femininos dele. Isso é muito legal.”, completou. Em dado momento, ele mostrou seu lado político. ” Eu não sou muito ativo politicamente. Votei no Freixo nas últimas eleições [para a Prefeitura do Rio]. Não votaria no Crivella em hipótese alguma, não concordo com nada que ele diz ou tenha feito. E o Freixo, apesar de eu não o conhecer profundamente, me parece um sujeito mais bem intencionado, com propostas mais claras e, principalmente, mais abrangentes, que incluem mais pessoas.”, disse. Na sequência, Suede foi questionado se votou na Dilma. “Nos dois turnos”, completou. Além disso, foi questionado se a presidente foi vítima de golpe. “Cara, foi golpe, né? Não para mim, foi golpe com certeza. Isso é muito claro.”, disse.
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