segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

“Logan” é o filme do Wolverine que os fãs tanto esperavam

Quando assumiu o papel de Wolverine a primeira vez, em X-Men, Hugh Jackman não sabia, mas participava de um momento de virada na indústria do cinema. O sucesso do filme dos alunos do professor Xavier fez com quem Hollywood passasse a olhar com bons olhos os filmes de super herói. A partir dai, vimos nas telas as primeiras aparições de heróis como Homem-Aranha e Homem de Ferro além da volta de personagens clássicos como em Batman Begins e Superman – O Retorno. Ao assumir pela última vez o papel de Logan, o ator pode novamente ser protagonista de um novo ponto de virada no gênero. “Logan” se passa em futuro próximo. Sozinho, doente e com seus poderes fraquejando, Wolverine se depara com uma nova missão: Proteger X-23, uma menina que tem os mesmos poderes , garras de adamantium e ferocidade do herói. Para completar, a garota está sendo perseguida por uma organização militar do governo. A trama, que lembra muito obras como o filme “Filhos da Esperança” e o jogo “Last of Us”, tem como sua maior qualidade fugir do lugar comum de filmes de super-herói e focar em uma história mais intimista. “É a história definitiva do Wolverine”, diz o australiano sobre o longa. “Não queria que fosse um filme de quadrinhos. Queria que fosse o filme definitivo sobre este homem. Que ao olhar para trás, eu tivesse orgulho.” Jackman confirmou que este será a última vez em que mostrará as garras de adamantium do personagem, mas que não se sente triste. Não ainda, pelo menos. “Não posso dizer que sentirei falta dele, porque ele está sempre comigo. Eu cresci com ele. Ele faz parte de mim.” Sobre a violência de “Logan”, que foi classificado como não indicado para menores de idade, o ator conta que foi intencional. “É violento de propósito. Não dá para entender Logan sem entender que este é um homem que foi criado para ser uma arma a vida toda”, diz. “Não é um filme em que um prédio cai sobre as pessoas. Quando alguém morre. Elas morrem.” Na produção, Jackman divide grande parte do tempo de tela com Patrick Stewart, que volta para viver uma versão envelhecida de Charles Xavier, e Dafne Keen, que interpreta a jovem Laura, uma personagem conhecida dos fãs de quadrinhos e que completa essa família disfuncional de três gerações. “A idéia de usar a X-23 e a demência de Xavier foi de Jim [Mangold], e acho que foi ótimo. O maior medo de Logan não é o inimigo, é a intimidade. Confirme envelheci, acho que isso é verdade para todo mundo no planeta”, explica. “Pegar esse personagem, que é a pessoa com o maior medo disso, e cercá-lo de família, foi uma grande escolha narrativa”, conta Jackman. “Nesse filme Logan finalmente sente algo pela primeira vez. Paz. E eu fico até meio emocional pensando nisso, porque eu me senti em paz também ao assistir pela primeira vez, como um ator que vive este homem há 17 anos.” São muitos poucos os mutantes apresentados em tela. Menos ainda são as referências a histórias em quadrinhos ou cenas megalomaníacas. Em nenhum momento, Logan luta para salvar o mundo. Ele luta para proteger as pessoas com quem se importa. Assim, podemos ver em tela uma das melhores interpretações de Hugh Jackman no personagem. A cada cena que passa, Wolverine ganha mais e mais camadas e tridimensionalidade. Tarefa que – infelizmente – seus últimos dois filmes solo não conseguiram realizar. Parte do crédito para a profundidade que vemos em tela também se deve a James Mangold e Scott Frank, responsáveis pelo roteiro. “Logan” é uma história que fala sobre amadurecer e envelhecer. Sobre como um homem pode carregar a culpa por anos e mesmo assim achar a sua redenção. Algo muito diferente do que vemos em filmes inspirados em quadrinhos. Outro grande destaque é censura do filme: 18 anos nos Estados Unidos. Isso garante não só as lutas mais sangrentas dos X-Men feitas até hoje, como também deu a liberdade para esta ser uma produção madura e focada em um público mais velho. Apesar de ser bem humorado, não temos aqui a enxurrada de piadinhas dos Vingadores. Além disso, a trama entrega muito pouco do que aconteceu para que os personagens chegassem no seu momento atual. Algo bem diferente da história mastigadinha dos filmes de super-herói da atualidade. Se em “Deadpool”, a censura mais alta permitiu a liberdade total para criar uma comédia escrachada, aqui a liberdade criativa transborda nos elementos humanos e complexidade de seus personagens. É fácil sair da projeção imaginando que este pode ser considerado por muitos uma das melhores produções da Marvel nas telonas. “Espero que os fãs olhem para este filme é digam: Esse é o filme do Wolverine que nós estivemos esperando”, disse Hugh Jackman em sua coletiva de imprensa no Brasil. Podemos facilmente dizer que a missão do ator está cumprida.
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