domingo, 19 de fevereiro de 2017

Brad Pitt e Marion Cotillard protagonizam 'Aliados' com entrosamento na telona

O novo filme de Robert Zemeckis (“De Volta Para O Futuro”, “Forrest Gump”) tem sabor de déja-vu. “Aliados”, drama de guerra com Brad Pitt e Marion Cotillard, traz de volta às telas a história do casal de espiões que descobrem trabalhar para lados opostos – mas, desta vez, diferente de “Sr. e Sra. Smith”, não há espaço para humor ou sarcasmo: a briga conjugal será questão de vida ou morte. Pitt interpreta Max, um agente canadense que conhece a francesa Marianne (Cotillard) durante uma missão em Casablanca, onde os dois fingem ser um casal inocente para executar um general alemão. Os dois se apaixonam e, anos depois, já com uma filha, ele recebe a informação de que ela pode ser uma espiã alemã infiltrada. Recentemente, em trabalhos como A travessia e O voo, o diretor Robert Zemeckis fez valer aspectos bastante ressaltados na filmografia: superação e sentimentalidade. Em Aliados, sente-se falta do primeiro elemento e, ao final, Zemeckis exagera na sentimentalidade sem dizer que, para um filme de espiões passado em meio à Segunda Guerra, falta mais agito esperado, ao estilo de quem emplacou sucessos como Tudo por uma esmeralda e De volta para o futuro. A trama de Aliados, iniciada ao Norte da África, traz o oficial da inteligência Max Vatan (Brad Pitt, ainda sem aparentar o peso de cinquentão), nascido no Canadá, próximo da mais nova parceira — Marianne Beausejour (a francesa Marion Cotillard, sempre convincente). Ao estilo do clássico Casablanca, haverá a equação: um casal, um avião, um piano e uma decisão de vida. Mas, nisso, a trama já estará avançada. Aliás, a montagem cansativa — com muitos avanços de tempo — faz lembrar coisa de novela. Num estilo coerente, o roteiro de Steven Knight (Senhores do crime e Coisas belas e sujas) abraça uma toada romântica: pouco a pouco, Max e Marianne estarão juntos, casados, e moradores da Inglaterra. Quase programados para mentir, os espiões caminham no fio da meada em ações a favor da resistência francesa e contra o nazismo. Não à toa, terão uma primeira filha nascida em parto cercado pelo bombardeio de guerra. Meticulosa, Marianne sofre muito, no dia a dia tenso, pela possibilidade de ser desmascarada. Passada a Guerra, tudo é calculado e traz insegurança ao casal. No clima desse eterno teatro, o espectador é fisgado pela tensão domiciliar. Mesmo na fase marroquina do filme — muito mais recheada de ação —, pairam dúvidas como a do sucesso no plano que prevê a morte de um embaixador, em meio à concorrida festa. Com direito a uma cena de estilizada transa dentro de um carro, Pitt e Cotillard demonstram bom entrosamento. No jogo em que não se sabe quem comanda quem, bons atores fazem a diferença, no caso do chefe de Max, Frank (Jared Harris) e do misterioso Delamar (Thierry Frémont). Num detalhe, Aliados ainda tem belos figurinos assinados pela candidata ao Oscar Joanna Johnston.
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