segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Último filme da saga, 'Resident Evil 6' vira febre nos cinemas do Brasil

14 anos e seis filmes depois, a franquia Resident Evil chega ao seu fim. Baseada em games de sucesso, a série optou por seguir um caminho diferente dos jogos e acabou conquistando um grupo também diferente de fãs. Por sinal, é para estes fãs que Resident Evil 6: O Capítulo Final é feito. Se você não vê muitos méritos nos filmes estrelado por Milla Jovovich e dirigido por Paul W.S. Anderson, não há muito de novo por aqui. O longa é um bom fechamento para a franquia e tem tudo para satisfazer os fãs. Após sofrer uma emboscada em Washington, Alice acorda em um mundo à beira do fim, com pouco mais de 4 mil humanos sobreviventes. A resistência está sob ameaça e a única chance da humanidade é ela voltar para Raccoon City, onde a Umbrella Corporation possui um antivírus milagroso capaz de acabar com a epidemia causada pelo T-Virus. A história é bem rasa e a heroína conta constantemente com a ajuda do roteiro. Se por um lado é melhor vê-la como humana, sem poderes exagerados, por outro incomoda o fato de que os vilões são, na verdade, muito ineficazes na meta de exterminá-la. São várias as oportunidades desperdiçadas. O roteiro falha ainda ao criar uma série de situações repetidas. São três momentos em que Alice é atingida e acorda em um lugar meio que sem saber onde está. Além disso, exagera nas reviravoltas, peca na solução e ainda insere um romance completamente desnecessário entre personagens coadjuvantes. Outro fato que prejudica o filme é o uso do 3D, o que é uma pena. O formato sempre foi um dos méritos dos últimos longas. W.S. Anderson sempre se mostrou habilidoso na construção de cenas em 3D. Agora, sem o menor sentido, cometeu o mesmo erro que 90% dos que se aventuram no formato, colocou a maior parte da ação em sequências escuras. Em alguns momentos, tudo é muito confuso e passa a ideia de que é mais artificial do que deveria. Milla segue bem nas sequências de ação, mas cada vez mais depende da ajuda de efeitos visuais. Neste sentido, deixa a franquia na hora certa. O elenco conta ainda com participações de Ali Larter, Iain Glen, Shawn Roberts, Eoin Macken e Ruby Rose. Os dois últimos são caras novas na franquia. Novas e desimportantes. Especialmente Rose, que repete as caras de "olha como eu sou brava" de sempre - inclusive, está em cartaz também em xXx: Reativado. Embora ainda deixe espaço para continuações, também há um encerramento eficiente da saga de Alice. Todo filme deve fornecer uma boa experiência para todas as pessoas. Mas, é claro, em se tratando de um sexto episódio, aqui vale sim a noção de público-alvo. É uma obra para os fãs. E, para eles, irá funcionar. Mesmo com todos os (vários) problemas. Fonte: Lucas Salgado/Adoro Cinema
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