sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Conheça os lugares perfeitos para curtir o verão no Rio de Janeiro

Já foi tempo em que a marca dos 40 graus Celsius era sinônimo de temperatura máxima na cidade. Com a sensação térmica nas alturas, o melhor lugar para ficar no verão carioca é mesmo perto da água. A boa notícia é que vai dar praia. E, em meio à repaginação que vem sendo promovida pela Orla Rio nos quiosques ao longo dos 34 quilômetros do balneário carioca, não faltam opções de espaços confortáveis e de diferentes perfis para agradar a qualquer rato de praia. As novidades já aportam neste verão: tem quiosque inaugurado esta semana com assinatura de chef estrelado (Pedro de Artagão), bar que só fica aberto na estação trazendo os coquetéis refrescantes e criativos de Alex Miranda e Lelo Forti, argentinos (do Buenos Aires Restô) que chegaram para a Olimpíada e nunca mais voltaram para casa, marca de produtos naturais que agradam a bebês e marmanjos (Mãe Terra) e até a pizzaria Skipper (aquela mesma dos anos 1990) reconquista o seu espaço. Sucessos do verão passado também prometem o fervo, como beach club inspirado em modelos europeus e sunsets animados por boa música. — O calçadão é o local mais democrático da cidade, junta todas as classes. Os quiosques têm de se adaptar às tribos, sem se limitar à alta gastronomia ou ao fast-food. O importante é diversificar — diz João Marcello Barreto, vice-presidente da Orla Rio, responsável pela operação de 309 quiosques no litoral carioca, do Leme ao Pontal. ESPETTO CARIOCA: Aberto em outubro de 2014, o Espetto Carioca, de sua extremidade na Av. Atlântica, dá a partida na grande lista de quiosques que ocupam a orla do Leme ao Pontal. Ao lado da Pedra do Leme, o local ficou famoso por seus petiscos no palito e pela vista-de-tirar-o-fôlego — tanto de dia quanto de noite — que contempla, além da Praia do Leme, toda a Praia de Copacabana. A boa lá (claro) são os espetinhos (R$ 9,95, de frango, carne ou queijo coalho). E, para harmonizar, a insubstituível cerveja (R$ 9,95, a Bohemia long neck; R$ 11,95, a Original de 600ml, e R$ 12,50, a long neck da mexicana Corona). E às sextas-feiras, no fim do dia, uma roda de samba formada apenas por mulheres anima o quiosque. (Av. Atlântica s/nº, QL15, Caminho dos Pescadores , Leme — 3228-6748. Diariamente, das 11h às 1h.) BUENOS AIRES RESTÔ: Segundo Eduardo Roldan, na Argentina, é comum os locais se referirem aos restaurantes como “restôs”. Seria exagero dizer que o Buenos Aires Restô é um pedaço da cidade portenha na Praia de Copa, mas, lá, o visitante se aproxima bastante da cultura hermana. Por exemplo, o espanhol que se ouve tem vários sotaques: o staff é formado por cubanos, mexicanos, uruguaios e (lógico) argentinos. Se a ideia é só fazer uma boquinha, as clássicas empanadas caem bem (R$ 7, de carne, frango ou queijo e presunto). Mas, se a fome estiver batendo à porta, o quiosque é perfeito para se experimentar uma autêntica picanha argentina (R$ 60, com batatas fritas, arroz e salada). Durante o dia, um jugo (suco) de laranja vai bem (R$ 7,50) e, à noite, uma cervezita (R$ 20, a Quilmes, de 1 litro).(Av. Atlântica, Copacabana - entre as ruas Figueiredo Magalhães e Siqueira Campos. Diariamente, das 8h à 1h.) PÔR DO SOL: Tradicional para quem frequenta a região do Arpoador, bem no começo da Praia de Ipanema fica o quiosque Pôr do Sol. E é justamente quando o astro rei se despede que o lugar fica mais cheio. Os frutos do mar são os carros-chefe da casa (R$ 11, a casquinha de siri, e R$ 42, o camarão na chapa). Para beber, a água de coco (R$ 6) não pode faltar! Ali, coladinho ao quiosque, funciona o parque Ipa Bebê, espaço montado na areia para as crianças e os papais se divertirem. É gratuito: basta estacionar o carrinho no calçadão e cair na brincadeira. (Av. Vieira Souto, em frente à Rua Joaquim Nabuco. Diariamente, 24h. Ipa Bebê: das 8h ao meio-dia (no verão) e das 8h às 17h (nos outros meses). Somente crianças acompanhadas por um responsável.) AZUR: O chef Pedro de Artagão, que tem entre suas casas o Irajá Gastrô e o Formidable Bistrot, inaugurou na última quarta o Azur, um conjugado de dois quiosques (um de bebidas e outro de comidas), de charmosos ombrelones azul e branco, que chamam a atenção de quem passeia pelo Posto 11 do Leblon. — Você vai para a Europa e vê várias opções de bons lugares à beira da praia para sentar e fazer suas refeições. Oferecemos algo que é novidade na orla do Leblon. Isso aqui não é um quiosque, mas um restaurante na praia — diz Artagão, acrescentando que a nova cozinha, de 70m2 e instalada no subsolo, tem a melhor estrutura de todos os seus restaurantes e que todas as mesas “são voltadas para a vista da praia”. Para o cardápio, Artagão levou alguns clássicos de suas casas, como o arroz de bacalhau (R$ 142, para duas pessoas), sucesso no Irajá, e opções bem praianas, como as moquecas de peixe (R$ 140), de camarão (R$ 160) ou mista (R$ 240), que servem de duas a três pessoas. Há ainda balcões nos quais o público pode ser servir de petiscos frios (porção de polvo à vinagrete a R$ 118) e quentes (como a empadinha de cavaca, a R$ 22, a unidade). (Av. Delfim Moreira s/nº, Posto 11, Leblon. Diariamente, de meio-dia às 23h30m.) RIBA: O bar Riba, desde março na Rua Dias Ferreira, também ganhou, há poucos meses, suas versões para as praias da Barra e do Leblon. Nos quiosques à beira-mar, com cardápios comandados pela chef Renata Araújo, há opções robustas, como o carro-chefe da casa — o filé de costela premium com dois acompanhamentos, a R$ 36, que também pode ser servida na baguete francesa, desfiada e com queijo gouda, a R$ 38. Mas também há pratos mais leves, como o salpicão de lagosta (R$ 66). E, já que o ambiente é a praia, uma seleção de drinques refrescantes, como o clericot, com receitas em torno de R$ 100 (a jarra). O deque do quiosque na Barra é uma atração à parte às quartas, quintas e domingos, quando o fim da tarde é animado com apresentações musicais ao vivo: na quarta, a partir de 20h30m, tem roda de samba; na quinta, às 20h, show de Tom Rezende; e domingo, a partir das 18h, DJ Lucas comanda o som.(Barra: Av. do Pepê s/nº (na altura da Rua Olegário Maciel) — 99907-5743. Diariamente, das 8h à 1h. Leblon: Av. Delfim Moreira s/nº (em frente ao 80) — 97296-3800. Diariamente, das 8h às 22h.) MÃE TERRA: “O primeiro espaço natural e orgânico da orla carioca”. Desta forma, Marcela Scavone, uma das gestoras da marca Mãe Terra, define o quiosque inaugurado em agosto junto ao Baixo Bebê do Leblon. Uma ressaca do mar em outubro deixou o espaço bem danificado (o parquinho ao lado ainda não foi reaberto), mas o quiosque já foi reformado. O quiosque tem no cardápio opções que vão desde snacks integrais a sucos, saladas e sanduíches deliciosos, feitos com pães artesanais com seis grãos integrais 100% naturais (como o de berinjela assada com homus de manjericão, tomatinhos rústicos, ervas frescas e rúcula, a R$ 18). — A alimentação saudável é uma tendência, tanto para adultos quanto para crianças, cujas mães estão mais preocupadas com uma dieta livre de aditivos químicos — diz Marcela. (Av. Delfim Moreira s/nº, ponto QLB 07, Leblon — 98223-0056. Diariamente, das 6h às 22h.) QUI QUI: Inspirados nas praias de Portugal e da Grécia, os sócios Paula Ibarra, Daniela Maia e Rick Amaral (filho de Ricardo Amaral) criaram uma opção requintada, em agosto de 2016, para os moradores de São Conrado. Com cozinha do chef Francisco Nóbrega, o local oferece entradinhas como dadinhos de tapioca com geleia de pimenta (R$ 25) e polvo aperitivo com batatas cozidas e molho de páprica (R$ 39) e risoto de frutos do mar (R$ 54, para uma pessoa). As bebidas seguem o requinte dos pratos preparados pelo chef: clericot de espumante Chandon (R$ 140, jarra de 1 litro), vinho branco sauvignon chileno Terra Nobre (R$ 84, a garrafa) ou o rosé francês Mon Charme (R$ 98). Um luxo! Av. Prefeito Mendes de Morais (em frente à Rua Herbert Moses). Diariamente, das 11h às 1h. ATLÂNTICO: O quiosque do mixologista argentino Tato Giovannoni, dono da badalada Florería Atlántico, de Buenos Aires promete repetir o sucesso do verão passado entre o público. O espaço, há um ano na Praia do Pepê, serve drinques como o Ponche à Roma (R$ 30), com suco de abacaxi, rum, vinho branco e espumante, e pratos com influências mediterrâneas e brasileiras. Os ingredientes são sazonais, os cardápios mudam sempre, mas um prato que segue firme e forte e merece a atenção é o polvo com purê de batata-baroa (de R$ 65 a R$ 80, dependendo do peso do polvo). (Av. do Pepê s/nº, Barra (na altura do número 530) — 99071-9559. Qua a dom, das 11h à meia-noite.) MIXXING: Alguns dos criativos coquetéis criados pelos mixologistas Alex Miranda e Lelo Forti nos últimos cinco anos no balcão do bar Mixxing, no Rio Comprido, também podem ser conferidos no quiosque homônimo que a dupla comanda desde o final de dezembro e, a princípio, somente até o fim de março, no Posto 3 da Barra. Diferentemente da casa original, onde são oferecidos drinques personalizados de acordo com o gosto do cliente, lá a dupla criou um cardápio específico, com frozens e coquetéis refrescantes — como o delicioso Moscow Mule (vodca, suco de limão, xarope de açúcar e espuma de gengibre), a R$ 15 (nacional) e R$ 25 (importada) — e receitas semanais de drinks in tap (servidos numa choperia), a R$ 15. — A ideia é trazer para a praia nosso know-how de coquetéis, bem elaborados e a preços justos — diz Alex. A partir das 17h30m, o quiosque também ganha um sunset, com DJ tocando deep house e rocks clássicos. (Av. Lucio Costa s/nº, quiosque 19, Posto 3, Barra. Dom a qui, de meio-dia às 22. Sex e sáb, de meio-dia à meia-noite.) SKIPPER: A pizzaria Skipper, sucesso em Búzios e no Leblon nos anos 1990, voltou. Os irmãos Alexandre e Marcelo Serrado assumiram a gestão da marca, agora em três espaços: uma loja-conceito na Barra, uma loja de balcão e delivery no Leblon e um quiosque na Praia do Pepê. Há quatro meses na praia, a pizzaria ocupa o espaço do antigo quiosque K-7. No cardápio, pizzas que não devem nada às preparadas no forno à lenha — a massa fininha, a parte de baixo crocante e a borda irregular com bolhas estão todas lá, garantidas por um forno elétrico importado da Alemanha por R$ 50 mil. Vale experimentar a que leva o nome da casa, com gorgonzola, aipo e nozes, a R$ 39 (30 cm). E, para os intolerantes a lactose, uma boa notícia: nenhuma das massas é feita com leite e ovos e, por mais R$ 12, a mozzarella da pizza é vegana.( Av. do Pepê 1.014, QS9 - próximo ao Posto 2, Barra — 2491-6609. Diariamente, das 8h às 20h.) ClÁSSICO: Com ares dos beach clubs de Ibiza e Saint Tropez, o Clássico conquistou a Praia do Pepê há dois anos. O local, point da galera descolada e dos kitesurfistas de plantão, tem shows ao vivo e pista de dança na areia. Lá, enquanto empunham suas tacinhas de Chandon (R$ 165, a garrafa), os frequentadores comem ceviche (R$ 37) ou hambúrgueres, como o Burguer Cupim (200g de fraldinha, mozzarella, tomates assados com tomilho e maionese artesanal de alho, acompanhado por batatas rústicas com azeite de alecrim). No verão (e também nas outras estações), os barrenses batem ponto! Av. do Pepê 1.014, QS9, (próximo ao Posto 2), Barra — 2491-6609. Diariamente, das 8h às 20h. PESQUEIRINHO: O Pesqueiro da Barra deu cria e, no dia 23 de dezembro, nasceu o Pesqueirinho. Com nome parecido, mas proposta mais sofisticada, o quiosque é comandado pelos primos Marcus Vinicius e João Marcelo Barreto. O que bomba naquelas areias são as patolas, caranguejos crocantes, com farofa de biju, vinagrete de pimenta biquinho e limão-siciliano (R$ 40, 12 unidades). O chope (R$ 11, a tulipa de 250 ml de Stella Artois) harmoniza que é uma beleza. Enquanto degustam seus pratos, os clientes apreciam o teto do quiosque, que simula um aquário. De sexta a domingo, tem shows ao vivo de surf music e deep house. (Av. Lúcio Costa - primeiro quiosque quando começa o calçadão. Diariamente, das 7h30m à meia-noite e meia.) RICO POINT: A quatro ruas da Pedra do Pontal, na Praia da Macumba, o quiosque do surfista Rico de Souza se destaca não apenas pela aparência diferente da dos demais na orla (o espaço é tombado), mas também pela tradição: o quiosque é point dos surfistas há 13 anos, quando Rico o inaugurou ainda em uma praia deserta, sem a repaginação que a área sofreria no projeto Eco-Orla. No local, a proposta é oferecer, segundo Rico, “produtos que fazem bem à saúde, nada de destilados ou cigarros”. Sanduíches naturais, sucos de frutas e açaí são bem-vindos, claro. (Av. Paulo Tapajós s/nº, quiosque 124 A e B, Recreio.) Por Patricia Espinoza e Paula Lacerda/Blog do Ricky/ O Globo
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