segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Michael Phelps brilha na Rio 2016 e se aposenta com 28 medalhas, 23 delas de ouro

Quando a lenda da natação Michael Phelps acordou no Rio de Janeiro, ele fez algo incomum para quem tem nada menos que 28 medalhas Olímpicas na carreira. Ele pegou as cinco de ouro e uma de prata que ganhou nos Jogos Rio 2016, e olhou todas elas, à luz do sol. "Era assim que sonhei encerrar a minha carreira. É a cereja que eu queria colocar em cima do bolo", disse. Em uma entrevista coletiva, Phelps confirmou que vai se retirar das competições depois de uma jornada de feitos esportivos e desafios pessoais. Como ele se sentiu nesta manhã? "Apenas sorriu, apenas feliz", resumiu. A jornada de Phelps rumo ao lugar mais nobre na história dos Jogos Olímpicos nem sempre foi fácil. Depois dos Jogos Londres 2012, ele anunciou a aposentadoria. Mas teve depressão e acabou em um centro de reabilitação após ser pego pela segunda vez dirigindo embriagado. Com ajuda da namorada Nicole Johnson, Phelps reconstruiu a vida e voltou a nadar em abril de 2014. A recuperação foi concluída com o nascimento do filho Boomer, em maio deste ano. A mistura de lutas pessoais e triunfos esportivos é exatamente o que faz de Phelps um dos atletas mais admirados no mundo. "Estou feliz com a forma como a minha carreira acabou. Eu não posso dizer o mesmo sobre Londres 2012. Fiquei orgulhoso do trabalho que fiz nos últimos dois anos para ser capaz de voltar e chegar onde estou hoje. Se eu não tivesse voltado, eu não saberia o que fazer comigo mesmo e teria ficado frustrado por não ter me dado uma chance ", disse Phelps, visivelmente em paz com a vida. Phelps confessou que estava muito mais emotivo no Rio antes e depois de nadar a última prova dele no Rio 2016, o revezamento 4 x 100m medley, do que ficou em Londres, quatro anos antes. Depois da prova, ele foi para casa, acordou o filho Boomer e levou uma bronca da mulher Nicole. "Eu queria segurar meu filho. Foi o melhor fechamento de noite que eu poderia imaginar. Quando decidi voltar, eu queria fazer tudo certo. Eu queria me desafiar e ver o quanto mais eu poderia fazer. É isso. Esta é a última vez que vocês me viram nadando". Agora, Phelps faz planos de aumentar a jovem família e de ajudar mais pessoas em todo o mundo a aprender a nadar . Ele também espera contribuir para a tornar a natação mais popular. Mas isso ninguém no mundo fez melhor que ele até hoje. É difícil encontrar um adjetivo para o nadador norte-americano Michael Phelps. Fenômeno? Mito? Rei? Grande? Incrível? Quando o assunto é esporte, vários atletas mereceram tais títulos por feitos relevantes, mas essas palavras parecem aquém do que este especialista em quebra de recordes se tornou em Jogos Olímpicos. Com 23 medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze em Jogos, Phelps poderia ser, sozinho, um país com respeitável posição no quadro de medalhas da competição. Em Campeonatos Mundiais, as marcas são igualmente grandiosas: 26 medalhas de ouro, seis de prata e uma de bronze. Mas, para chegar a esses números, o nadador passou por altos e baixos, anunciou a aposentadoria nos Jogos Londres 2012, enfrentou momentos de depressão. Confira, a seguir, algumas coisas que você pode ainda não saber sobre o maior campeão Olímpico de todos os tempos. Michael era um garoto levado da cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Para gastar sua energia, a mãe, Debbie, resolveu colocar o menino nas aulas de natação quando ele fez 7 anos. A irmã, Whitney, também nadava e vinha se destacando. Seus pais estavam separados e sua mãe, que era diretora de escola, mantinha a casa e os três filhos – Michael, Whitney e Hilary. Como uma boa educadora, o que preocupava mesmo Debbie era o filho na escola. As notas não eram boas e os professores reclamavam que o menino não parava quieto na sala de aula. Para piorar, ele vivia se metendo em brigas porque alguns colegas faziam piadas com suas orelhas de abano e os braços compridos. Levou tempo, mas Debbie percebeu que o problema na escola era sério e procurou um médico. Aí veio o diagnóstico: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Traduzindo: o garoto era hiperativo e precisaria tomar remédios para conseguir se concentrar. O tratamento começou e os resultados logo foram notados, inclusive nas piscinas. Aos 10 anos, ele quebrou o recorde nacional dos 100m borboleta entre os meninos da mesma idade. Michael, então, procurou um clube para treinar. Foi para o North Baltimore Aquatic Club, onde conheceu o técnico Bob Bowman. Bob logo percebeu que o menino tinha jeito para a coisa. Tanto jeito que foi quebrando mais e mais recordes infantis – um deles ainda não foi superado até hoje. Era hora de se profissionalizar. Bob não dava moleza. Michael tinha de nadar bem todos os quatro estilos: crawl, peito, costas e borboleta. Seus braços compridos mostraram ser uma benção e, aos 15 anos, Michael conseguiu participar das seletivas para os Jogos Olímpicos Sydney 2000. Ele nunca tinha competido fora do país. E não é que o adolescente conseguiu uma vaga? Na Austrália, ele não ganhou medalha. Mas quantos atletas podem se gabar de ter como estreia internacional uma competição Olímpica e chegar na final? Michael Phelps pode. O nadador americano, dono de 23 medalhas de ouro, estrela a campanha olímpica mais compartilhada do ano. "Rule Yourself", da Under Armour, também, se tornou a quinta campanha olímpica mais compartilhada de todos os tempos. No mundo esportivo de 2016, só perde para a campanha paralímpica "We're Superhumans", do Channel 4. Curioso é que a marca não é uma patrocinadora oficial dos Jogos. Sua rival Nike é quem fornece o material esportivo oficial dos Jogos. Mesmo assim, a campanha da Under Armour, criada pela agência de Nova York Droga5, conquistou o coração dos consumidores fãs do esporte e do evento. Sem citar os Jogos Olímpicos, o vídeo faz o espectador se lembrar da Olimpíada imediatamente. Impossível não associar as duas coisas. A culpa disso, claro, é muito mais de Phelps que da marca: o atleta é o maior símbolo olímpico da atualidade, ao lado de nomes como Usain Bolt e Serena Williams. No YouTube, conta com mais de 10 milhões de visualizações desde março. No festival de Cannes desse ano, ganhou o Film Craft Grand Prix. Ao som da banda The Kills, o vídeo mostra o poder da disciplina, da dedicação e do foco. "O que você faz no escuro é o que coloca você na luz", diz a campanha.
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