sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Brasil estreia na ginástica no Rio, e favorito Arthur Zanetti pode derrubar tabu de 60 anos

Logo no segundo dia oficial de disputas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, entra em ação, talvez, o atleta brasileiro mais pressionado para conquistar a medalha de ouro. Neste sábado, a partir das 10h30 na Arena Olímpica, Arthur Zanetti dá início à caminhada que pode lhe levar a quebrar um tabu: o Brasil pode voltar a ter um bicampeão olímpico genuíno após 60 anos. A história começou a ser escrita há quatro anos. Em Londres-2012, o ginasta de São Caetano do Sul (SP) foi campeão nas argolas da ginástica artística masculina, se tornando o único brasileiro e primeiro latino-americano a conquistar uma medalha olímpica na modalidade. Se repetir o resultado no Rio, será, em competições individuais, o primeiro brasileiro bicampeão olímpico de fato, em edições seguidas dos Jogos, depois de Adhemar Ferreira da Silva, ouro no salto triplo em Helsique-1952 e Melbourne-1956. Em 2012, ano em que Zanetti subiu ao pódio na Inglaterra, o saltador foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo. "Todo mundo tem esperança de medalha para o Brasil e eu tenho um resultado para defender. Mas nem eu e nem os outros atletas da ginástica podemos garantir nada. É uma Olimpíada, reúne os melhores do mundo. O que eu posso prometer é dar o meu melhor. Se manter no topo é mais difícil do que chegar", disse em entrevista em seu site oficial. O percurso de Zanetti foi só de crescimento. Em 2011, dois vices nas argolas. No Mundial de Tóquio, acabou superado pelo chinês Chen Yibing. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, consagrou-se campeão por equipes, mas no individual não. No ano seguinte, teve revanche com o chinês e foi campeão olímpico com 15.900. Em 2013, mais um título inédito: campeão mundial em Antuérpia, na Bélgica, com 15.800. 2015 foi de mais um resultado histórico. O paulista conquistou o título que lhe faltava, com o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, com nota 15.725. Campeão de tudo, Zanetti se prepara para subir mais um degrau em sua carreira vitoriosa. Seu principal concorrente nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro será o grego Eleftherios Petrounias. "A cobrança é maior, das pessoas, mas também a minha. Hoje posso falar que eu treino ainda mais. (Se tinha menos pressão antes) Sim e não. Sim, pelo fato de tudo ser um pouco mais tranquilo... Não, pelo fato de essa cobrança ajudar nos treinamentos. Me ajuda a seguir em frente, a buscar aperfeiçoamento, o meu melhor. Tenho de saber que tenho de fazer o meu máximo em cada treino. Foi o que eu fiz." As provas classificatórias da ginástica artística começam a ser disputadas neste sábado, a partir das 10h30 (de Brasília), na Arena Olímpica, e as argolas serão o primeiro aparelho do Brasil, que está na primeira subdivisão. Além de Zanetti, a seleção brasileira terá Diego Hypólito, como especialista, e Arthur Nory, Francisco Battero e Sérgio Sasaki como generalistas.
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