segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Arthur Zanetti conquista a prata nas argolas na Olimpíada do Rio

Estar entre os três melhores do planeta, em qualquer modalidade, no esporte ou na vida, é um feito a ser celebrado. É com esse pensamento que Arthur Zanetti, atual campeão olímpico nas argolas, deixa os Jogos do Rio de Janeiro, com a prata no aparelho que o projetou ao mundo. O segundo a se apresentar no aparelho foi o grego Eleftherios Petrounias que, aos quatro cantos, bradava antes da decisão: "Eu sou o favorito". Enquanto ele se apresentava, Zanetti deixou a área de competição e dirigiu-se ao vestiário com seu técnico, Marcos Goto. E quem ficou na Arena, viu algo incrível. O grego acertou tudo que tentou, e tirou uma das mais elevadas notas já vistas: 16,000 pontos. Agora, era a hora de esperar. Mais cinco atletas se apresentariam antes do brasileiro, enfim, realizar sua série. Quinto a tentar um pódio, o chinês Liu Yang, campeão mundial em 2014, entrou na Arena. E não fez o que dele se esperava. Apesar de uma nota de dificuldade alta, ele apresentou movimentos irregulares, e tirou uma nota muito abaixo de sua performance na eliminatória, com 15,600. Depois de muita espera, enfim, chegou a vez de Arthur Zanetti. O brasileiro fez o que pôde. Encantou a torcida no Rio de Janeiro, mas não foi o bastante para o ouro. Ainda assim, a medalha de prata ficou com o atleta, que agradeceu muito à torcida pelo resultado alcançado no Brasil e à nota 15,766. Com duas medalhas olímpicas, das quatro que o país possui na ginástica artística, Arthur Zanetti deixa a competição no Rio de Janeiro da mesma forma que entrou: como um herói do esporte brasileiro. A Arena Olímpica prendeu a respiração. Olhares aflitos tentavam dar força, tentavam ser o suporte de Arthur Zanetti na final das argolas. O bi olímpico estava em disputa. Não veio. O ginasta voltou ao pódio olímpico nesta segunda-feira, mas viu seu posto no topo passar de mãos. Atual campeão mundial, o grego Eleftherios Petrounias bancou a marra de se considerar favorito, cravou tudo, levou o ouro com 16,000 e frustrou o bi do brasileiro. Ao anfitrião, restou a prata. Amarga? De jeito nenhum. Zanetti comemorou o resultado, sabia que o rival era forte e o respeitava muito. Na Olimpíada do Rio de Janeiro, o brasileiro mostrou que ainda está entre os melhores do mundo com 15,766 pontos, mas um degrau abaixo do grego. O russo Denis Ablyazin completou o pódio com 15,700. - Essa medalha tem gosto especial por ser em casa, pelo tanto que trabalhei. O problema de muita gente é só julgar o ouro. Estar em uma final já é grande coisa. Vocês não sabem o que eu passei para estar aqui e ganhar essa medalha. Veio a prata, estou muto feliz. Acho que é um resultado incrível. Vai ficar na minha memória - disse Zanetti. O roteiro era para ser igual ao de Londres. Estrategicamente diminuiu a nota de dificuldade na classificatória e conseguiu o desejado quinto lugar. Por sorteio anterior aos Jogos, a posição o colocaria como último a se apresentar. Uma colocação privilegiada. Só que desta vez o grego Eleftherios Petrounias não deixou espaço para ninguém depois que se apresentou, foi absoluto no decisão, praticamente não errou nada e conseguiu um impressionante 16,000. Se no evento-teste de abril Zanetti estava no topo do pódio e Petrounias em segundo, os dois sabiam que nada estava encaminhado àquela altura. O melhor ginasta é o melhor na hora da final. Nesta segunda, o melhor foi o grego, terceiro campeão olímpico das argolas na história de seu país. - É momento. Se daqui a uma hora colocar para competir, o resultado vai ser diferente dos oito finalistas. No momento, o grego foi o melhor. Ele mereceu a vitória, está em uma fase muito boa como atleta. Ele veio para disputar o ouro, como o chinês (Yang Liu) também, que acabou errando a saída e ficando fora. A saída determina muita coisa. Se não acertar, vai para o fim da fila. Achava que eles dois e o Arthur disputariam o primeiro lugar - disse Marcos Goto, técnico Zanetti. Se no evento-teste de abril Zanetti estava no topo do pódio e Petrounias em segundo, os dois sabiam que nada estava encaminhado àquela altura. O melhor ginasta é o melhor na hora da final. Nesta segunda, o melhor foi o grego, terceiro campeão olímpico das argolas na história de seu país. O grego foi o melhor no momento, mas a história dessa rivalidade - que só fica dentro da competição, eles são amigos -, ainda vai ter mais capítulos. O posto de número 1 das argolas hoje é de Petrounias, em 2020 pode ser novamente de Zanetti.
Share this article
 
Copyright © 2014 BLOG DO RICKY • Some Rights Reserved.
Template Design by RICKY MEDEIROS • Powered by Blogger
back to top