quinta-feira, 7 de julho de 2016

O lado radical do campeão olímpico Arthur Zanetti

Você consegue se imaginar ganhando uma medalha? Pois saiba que muita gente acredita que visualizar a cena na mente é o primeiro passo para subir ao pódio na Olimpíada do Rio. Arthur Zanetti, 26 anos, campeão em Londres-2012, é um deles. Há dez anos, o ginasta faz um trabalho de psicologia esportiva nesses moldes, um tipo de hipnose. "Mas ele não fica em transe completo, como na hipnose de palco. Ela é específica para o atleta", explica a psicóloga Maria Cristina Miguel. O atleta se imagina em movimentos complexos, vendo quais são as forças envolvidas, que partes do corpo precisará acionar em cada momento. Quando é hora de realmente fazer o exercício, já sabe o que esperar e como superar os desafios. Usamos bastante para elementos novos e para movimentos em que temos algum tipo de dificuldade. Você pode imaginar outro atleta fazendo esse movimento. Ou você mesmo. E repete até sair tudo perfeito, relata Arthur. Some o preparo psicológico a uma rotina espartana de treinamentos, de seis horas diárias intensas no ginásio, fazendo força, e você tem a receita para se moldar um atleta campeão. Todo o resto - até o vício em esportes radicais - fica de lado. O Mundial de 2015 foi um marco na carreira de Arthur Zanetti. Pela primeira vez, ele foi a um campeonato adulto deste porte e não subiu ao pódio. Mas esqueça o 9º lugar. Naquela ocasião, o brasileiro mudou sua rotina de treinamento para ajudar o Brasil a classificar a equipe para os Jogos Olímpicos. Conseguiu. Desde então, venceu todos os torneios que disputou. Aliás, desde o ouro olímpico em 2012, Zanetti só deixou ir ao pódio uma vez, justamente no Mundial de Glasgow-2015. Impulso Uma série nas argolas precisa de cinco grupos de movimentos que envolvem rotação, força e equilíbrio. Também é necessário impulso. Para um elemento se enquadrar, precisa começar com impulso e terminar com outro impulso ou em um apoio de mão Balanço + Equilíbrio O segundo grupo envolve balanços e um movimento de equilíbrio, a parada de mãos. É como "plantar bananeira" nas argolas. Importante: na parada de mãos, as cordas não devem se movimentar. Qualquer balanço resulta em perda de pontos. Rotação + Força A força entra em cena no terceiro grupo. Aqui, as pontuações começam a aumentar. Esse grupo engloba elementos que começam com impulsos e terminam com movimentos de força, como o Cristo, um dos mais icônicos do aparelho. Força O quarto grupo é o que separa os especialistas das argolas dos outros mortais. Aqui, é necessário fazer força para se manter na posição exigida e mantê-la por pelo menos dois segundos. O elemento Zanetti, batizado pelo brasileiro, se enquadra aqui. Saída O último elemento de toda série também vale. O ginasta sempre termina sua rotina com mortais soltando as argolas e chegando ao solo. O importante, aqui, é fazer a aterrisagem perfeita, se possível sem passos, na chamada saída cravada. Como se dar mortais e piruetas já não fosse suficientemente arriscado, Arthur Zanetti sempre foi um amante dos esportes radicais. A adrenalina dos hobbies, porém, teve que ficar de lado em nome da integridade física. "Eu sempre fui chegado em atividades radicais. Surfo desde os 14 anos. Antes, eu descia para o litoral duas vezes por mês para surfar. Hoje, não dá mais tempo. Ou melhor. Nem posso. Pode ser perigoso. A quilha é afiada, pode acontecer um acidente", conta o ginasta. Mas ele às vezes dá suas escapadas. "Nas férias eu ainda consegui surfar um pouco. Desci a serra, peguei algumas ondas, com cuidado. Não consigo ficar totalmente sem fazer. E é uma atividade legal para desestressar". Fonte: UOL
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