sexta-feira, 24 de junho de 2016

Arthur Zanetti fala em 15,800 para medalha na Rio 2016

Na lousa, as metas de Arthur Zanetti estão traçadas. Um a um, os objetivos foram sendo riscados e dando espaço a novos planos para o ginasta. A primeira medalha em Mundiais, o ouro de Londres, o título mundial de 2013, o ouro nos Jogos Pan-Americanos. Tudo já foi apagado. Zanetti olha para o futuro, para um novo desafio: o bicampeonato olímpico das argolas. O caminho para isso não é muito diferente dos Jogos de Londres: dedicação e esforços diários nos treinamentos para alcançar os 16,000 pontos. - Não temos certeza do número exato, mas acreditamos que com 15,800 pontos o ginasta pode ser medalhista. Não digo de ouro, mas medalhista. A gente sempre tenta tirar a maior nota possível, que é 16,000 ou 16,050. É o nosso objetivo e é o que vamos buscar para conseguir dar o melhor resultado para o Brasil - disse o ginasta, entre flashes de um ensaio fotográfico para um patrocinador, mas mesmo assim a "pausa" no treinamento foi para fotos malhando. Em 2012, Zanetti foi campeão em Londres com 15,900 pontos. No entanto, o código de pontuação mudou para o ciclo olímpico do Rio de Janeiro. Assim, a comparação melhor é com o título mundial de 2015 - o grego Eleftherios Petrounias venceu em Glasgow com 15,800 - e com os resultados dos adversários na temporada. Com 15,866 do título do evento-teste de abril, o brasileiro tem a quinta maior nota das argolas em 2016, enquanto o britânico Courtney Tulloch lidera com 16,050 de uma competição nacional. - Meu coração e minha mente estão muito ansiosos. Quero que chegue logo essa competição, porque é muito esperada. São vários anos de trabalho para chegar em um minuto, fazer nossa prova e decidir nossa vida. Então estou muito ansioso para demonstrar o meu melhor e ver o resultado final - disse o campeão olímpico. Zanetti alcançou os 16,050 na Copa do Mundo de São Paulo de 2015. Ele se isolou nos treinos em São Caetano do Sul por um foco total na preparação olímpica. Por estratégia, não revela se vai apresentar no Rio a série bem encaixada do evento-teste ou se aumentará a dificuldade para buscar os 16,000 pontos. O ritmo de trabalho é intenso, mas ainda assim ele se sente mais à vontade no ginásio do que posando para câmeras em sessões de fotos para patrocinadores como fez na última semana, mesmo que o ambiente das fotos seja o da musculação. - É difícil ser modelo por um dia. Todo mundo pergunta: “O que é mais difícil? Treinar, dar entrevistas ou sessão de fotos?” Com certeza treinar é muito mais fácil. Essa parte de sessão de fotos o atleta não está acostumado, não é o dia a dia dele, mas ele sabe que é muito importante. A gente faz por amor mesmo. Fonte: Portal AZ
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