quinta-feira, 5 de maio de 2016

Homofóbico, misógino e racista: misoginia de Bolsonaro ganha destaque na mídia internacional

Jair Bolsonaro tem levado o constrangimento com relação aos políticos no Brasil para uma escala mundial. Publicações internacionais custam a acreditar na projeção de uma figura “repulsiva e deliberadamente ultrajante”. Jair Bolsonaro foi eleito o ‘político mais repulsivo do mundo’ pelo site australiano News. De acordo com o veículo de comunicação, o magnata Donald Trump é uma criança inocente perto do parlamentar brasileiro. “Senhoras e senhores, conheçam o Donald Trump do Brasil. Pensando bem, isso não é justo com Trump. Ao lado de comentários do congressista brasileiro Jair Bolsonaro, a observação infame de Donald Trump sobre ‘construir um muro para manter os mexicanos fora’ é suave como uma cantiga para crianças”, diz a publicação. “Há uma longa lista de declarações que explicam a notoriedade do ultraconservador Bolsonaro. Ele apoia abertamente a tortura. Faz também uma avaliação positiva da brutal ditadura militar que governou o Brasil por mais de duas décadas. E freqüentemente faz manchetes com observações depreciativas sobre negros, gays e mulheres”, continua. Escala global Jair Bolsonaro tem levado o constrangimento com relação aos políticos no Brasil para uma escala mundial. Recentemente, o deputado foi confrontado pela atriz Ellen Page na série Gaycation (HBO) e pelo ator Stephen Fry no documentário Out There (BBC Two). A revista Vice também teceu várias críticas ao parlamentar. Na reportagem de James Armour Young, a Vice se referiu a Bolsonaro como um ser humano “deliberadamente ultrajante”. Já no Brasil, a União da Juventude Comunista, movimentos sociais e outras organizações de esquerda estiveram presentes no ato em frente a Assembleia Legislativa do Estado, em repúdio à presença do deputado fascista Jair Bolsonaro na cidade do Recife. Com a justificativa de participar de uma audiência da Frente Parlamentar em Defesa da Segurança Pública da Assembleia Legislativa, o deputado fascista Jair Bolsonaro, ocupou a tribuna, daquela que deveria ser a casa do povo, para pronunciar um agressivo discurso de ódio e ataques à população LGBT, cotas, políticas sociais e a esquerda. Falou ainda, com saudosismo da ditadura militar, palavras dignas daqueles que foram agentes do período mais sombrio da historia do Brasil. Desde a Segunda Guerra Mundial os Comunistas são a vanguarda da luta antifascista no mundo, pois entendemos que o fascismo representa a maior de todas as ameaças a humanidade. O fascismo e um fenômeno de massas, ponta de lança da ordem capitalista para atacar a classe trabalhadora organizada e destruir seus direitos conquistados a duras penas. Enquanto a juventude negra é exterminada nos morros e favelas, povos indígenas massacrados pelas milícias do agronegócio no campo o parlamento - o mais conservador desde o fim da ditadura militar - trabalha para aprovar um projeto de Lei 2016/15 disfarçado de antiterrorismo que visa jogar na ilegalidade os movimentos sociais. Dos escombros da pior crise da historia do capitalismo, em meio à ascensão da extrema direita e do fascismo - no Brasil e no mundo - o deputado filiado ao Partido Progressista - base de apoio do governo Dilma - percorre em clima de pré-campanha eleitoral o território nacional em busca de apoio, amparado por um discurso de ódio, para viabilizar uma possível candidatura nas eleições de 2018. Entendemos que apenas com estudo, organização e luta será possível enfrentar a ameaça fascista. Neste sentido, convidamos a juventude pernambucana a conhecer as ideias da União Juventude Comunista e a somar forças na construção do socialismo como alternativa à barbárie capitalista. O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi condenado, em primeira instância, a pagar 10 mil reais a também deputada Maria do Rosário (PT-RS) por ter dito que não a estupraria porque “ela não merece”. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo. O episódio aconteceu em dezembro de 2014, no plenário da Câmara. Bolsonaro ofendeu Maria do Rosário depois que ela fez um pronunciamento sobre a importância da Comissão Nacional da Verdade, que investiga crimes praticados durante o período de ditadura militar. O deputado subiu então à tribuna e disse: “Não saia não, Maria do Rosário, fique aí. Fique aí, Maria do Rosário. Há poucos dias você me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que não estuprava você porque você não merece. Fique aí para ouvir”. Homofóbico, racista, atrevido e misógino (que tem ódio ou repulsa ao gênero feminino) foram alguns dos adjetivos utilizados pelo Le Monde. O jornal ressaltou que, em vez de pedir desculpas pela declaração, Bolsonaro fez questão de divulgar o vídeo em suas redes sociais, como se tivesse orgulho do que fez. De acordo com o periódico, o deputado gosta de ser apresentado como um homem que incomoda as pessoas, se diz perseguido pelos partidos e insiste em interpretar uma caricatura. No jornal norte-americano The Intercept, Bolsonaro foi classificado como “uma vergonha nacional única” no Brasil: “Ele tem uma longa história de racismo revoltante, homofobia e outras formas variadas de fanatismo”. Segundo a publicação, que listou uma série de polêmicas de Bolsonaro, o deputado do PP é a face mais extrema da direita, que tenta arrastar o país à direção oposta à civilidade, ao defender, por exemplo, o uso de tortura para suspeitos de crimes. A Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio de Janeiro, pediu a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro, do PSC do Rio. Na votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, Bolsonaro homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. A ordem afirma que Ustra é um notório torturador, declarado e condenado pela Justiça brasileira. E, por isso, além da quebra de decoro, quer que Bolsonaro responda também na Justiça por apologia à tortura. Ustra foi condenado na área cívil a pagar indenização por danos morais por tortura. Na área criminal, o processo foi suspenso porque o Supremo Tribunal Federal ainda precisa decidir se ações sobre tortura podem ou não seguir na Justiça. O relatório final da Comissão Nacional da Verdade afirma que Ustra cometeu crimes de tortura e execuções. Em nota, o deputado Jair Bolsonaro contestou a existência de condenação contra o coronel Ustra pelo crime de tortura. A OAB-RJ também pretende acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, para pleitear "medidas para limitar a apologia à tortura no Brasil", já que o país é signatário e, portanto, obrigado a seguir as convenções da entidade.
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