sexta-feira, 4 de março de 2016

Wolverine: Conheça toda a história do mais popular herói mutante da Marvel e dos X-Men

Alguns personagens nascem para glória. Só que as vezes, a glória não vem logo, mas quando vem… É um estouro. É o caso de Wolverine, o mais popular dos heróis mutantes da editora Marvel Comics e também o mais conhecido dos membros dos X-Men. Um personagem tão popular que, individualmente, chega perto de rivalizar com o Homem-Aranha, outra das mais famosas criações da Casa das Ideias. E um sucesso que se deu também nos cinemas, desde o início da franquia dos X-Men pela 20th Century Fox, em 2000, com X-Men – O Filme, no qual Logan, o solitário candadense é vivido pelo australiano Hugh Jackman. A Marvel Comics ficou famosa nos anos 1960 ao apresentar um novo tipo de super-herói: um herói problemático. Os personagens da Marvel era dotados de uma personalidade que seus concorrentes – como aqueles famosos heróis da DC Comics, como Superman, Batman e Mulher-Maravilha – não tinham. Os heróis da DC eram todos perfeitos arquétipos da raça humana. Bonitos, infalíveis, de bom coração. Os da Marval estavam bem longe disso. Eram perturbados, raivosos, com falhas de caráter e cheios de defeitos. Isso é um diferencial importante. Contudo, apesar da maior profundidade psicológica, os heróis da Marvel criados por Stan Lee eram em sua essência heróis clássicos. Quando Lee passou o bastão para uma geração mais jovem de escritores nos anos 1970, começaram a surgir outros tipos de heróis que rompiam com o padrão do herói clássico. Não somente tinham personalidades complexas, como mandava a natureza da editora, mas agora, passavam a ter atitudes e noções de heroismo também questionáveis. Alguns até nem podiam ser chamados de heróis. Eram os anti-heróis. Assim, Luke Cage cobrava dinheiro para usar seus superpoderes. O Justiceiro não tinha perdão: matava seus oponentes, numa guerra frenética e insana contra o crime, na qual prisioneiros não eram uma opção. Nesse meio, ganharia destaque Wolverine, um dos membros dos X-Men. Wolverine tinha afiadas garras nas mãos e não hesitava em usá-las para matar. E matava. Além disso, bebia muito e fumava charutos fedorentos. E não tinham bons modos, sendo grosseiro, arrogante, de mal humor, por vezes, irascível Quando tinha raiva, chegava a ficar irracional e quebrava tudo em sua frente. Wolverine definitivamente não era um bom moço, como o Homem-Aranha ou o Capitão América, por exemplo. E principalmente nos anos 1990, Wolverine se tornou o principal representante dessa vertente dos anti-heróis, que fizeram muito sucesso na época, como Justiceiro e Motoqueiro Fantasma, para citar apenas personagens da Marvel. Antes de entender Wolverine propriamente, temos que falar um pouco dos X-Men. Os X-Men eram os “patinhos feios” da Marvel em seus primeiros tempos. Dentre os títulos criados com destaque por Stan Lee e Jack Kirby, os X-Men foram um dos poucos que não emplacaram. Desde o início, em 1963, a equipe de heróis adolescentes e mutantes, comandada por Charles Xavier não criou grande empatia com os leitores. Por mais que Ciclope, Garota Marvel, Homem de Gelo, Fera e Anjo tivessem poderes e personalidades muito específicas, não causaram grandes impressões ao público. Talvez por isso, Lee e Kirby só conduziram as 15 primeiras edições da revista Uncanny X-Men, partindo para tarefas mais importantes em 1965. A revista continuou nas mãos de outros escritores, como Arnold Drake e Roy Thomas, mas ainda assim não deu muito certo. Apesar de grandes desenhistas trabalharem nela, como Barry Windsor-Smith e Jim Steranko, nada fazia suas vendas levantarem. Entre 1968 e 1970, os X-Men ainda tiveram outra fase clássica, nas mãos de Roy Thomas e do desenhista Neal Adams, com ótimas histórias, mas as vendas não corresponderam. Por fim, Uncanny X-Men foi cancelada em 1970. Os personagens da equipe – e o vilão Magneto – continuaram a aparecer esporadicamente em outras revistas, como do Homem-Aranha e dos Vingadores, como maneira de não desaparecerem por completo. Em 1972, Stan Lee foi promovido ao cargo de Publisher da Marvel e indicou Roy Thomas para sucedê-lo no cargo de Editor-Chefe. Thomas trabalhou duro para trazer os X-Men de volta e criou um novo conceito de uma equipe de heróis mais maduros e experientes, vindos de vários países do mundo. Encarregou o escritor Len Wein de tocar o projeto e este o fez, unindo-se ao desenhista Dave Crockum para criar uma nova série de heróis. Foi Len Wein quem criou Wolverine, dentro do projeto de incluí-lo nos novos X-Men. Ele o desenhista John Romita criaram o herói canadense e o apresentaram antes de todos os outros, em uma história do Hulk. Os novos X-Men, com Wolverine e Tempestade, Colossus, Noturno, Banshee, Pássaro Trovejante e Solaris estrearam na revista especial Giant-Size X-Men 01, em 1975. Foi um sucesso. Logo, a revista Uncanny X-Men voltou a ser publicada, trazendo a nova equipe e um único membro dos velhos X-Men, o líder Ciclope. Bem no início do projeto de criar os novos X-Men, o Editor-Chefe Roy Thomas pediu que Len Wein criasse um super-herói canadense, porque os heróis da Marvel eram um grande sucesso neste país. Thomas sugeriu até o nome Wolverine, um dos animais mais populares de lá, conhecido no Brasil como Carcaju ou Glutão. Wein pesquisou sobre o bicho e descobriu ser um animal de pequeno porte, mas muito valente. Parecido com um urso em miniatura o Glutão é muito feroz e luta com outros animais muito maiores do que ele. Há relatos de Glutões atacando matilhas de lobos e até ursos polares. Wein deu essa personalidade a Wolverine: alguém baixinho, esquentado, raivoso e impulsivo. Coube ao Diretor de Arte da Marvel, o desenhista John Romita (mais famoso por seu trabalho no Homem-Aranha) a tarefa de criar o visual de Wolverine, dotando-lhe de um uniforme amarelo e azul, com garras retraveis saindo das luvas e uma máscara estranha. Satisfeitos com o resultado, decidiram introduzir Wolverine antes, como uma maneira de preparar terreno para os futuros X-Men. Assim, o novo herói fez sua estreia em The Incredible Hulk 180, de 1974, uma história do Hulk. Len Wein era o responsável pela revista na época e John Romita fez a capa, mas a arte da história propriamente dita ficou a cargo de Herb Trimpe, que foi o primeiro artista a colocar Wolverine em movimento. Na trama de uma história que seguiu por três edições – os números 180, 181 e 182 – o Hulk cruza a fronteira com o Canadá e termina nas geladas florestas do país combatendo o Wendigo, um ser sobrenatural similar ao pé-grande. Preocupado com aqueles dois seres superpoderosos se digladiando em seu território, o Governo Canadense decide enviar um operativo especial, a Arma X, Wolverine, para detê-los. Wolverine se intromete na luta entre os dois, mostrando-se atrevido, raivoso e se gabando de suas garras de adamantium, um metal fictício do Universo Marvel que é inquebrável. A resposta dos leitores foi boa e os preparativos para o relançamento dos X-Men, que incluiria Wolverine, acelerou seu passo. Em entrevista para o programa de TV americano Dr. Oz Show, Jackman justificou sua decisão de deixar o personagem para trás: "Eu apenas senti que era a hora certa para fazer isso. Sejamos honestos, serão 17 anos. Eu nunca achei que isso duraria tanto tempo, então eu sou grato aos fãs pela oportunidade de interpretá-lo. Eu meio que tenho em mente o que nós vamos fazer neste último filme. Sinto que é a maneira perfeita de ir embora". O ator australiano, atualmente com 46 anos, interpretou o mutante pela primeira vez em X-Men: O Filme (2000). Até então, Jackman usou as garras de adamantium para viver um dos heróis mais famosos da Marvel nos cinemas em sete ocasiões, sendo sua atuação em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014) a mais recente delas. Ainda não foi confirmado oficialmente se X-Men: Apocalypse, previsto para chegar aos cinemas em 2016, contará com a presença do Wolverine. Especula-se que Apocalypse e Wolverine 3 serão os últimos filmes da era Bryan Singer, diretor, roteirista e produtor envolvido com a franquia desde X-Men: O Filme. Wolverine 3 terá a direção de James Mangold, cineasta responsável por Johnny & June, Identidade e Garota, Interrompida. O roteiro será assinado por Michael Green (Prometheus 2, Blade Runner 2). As filmagens começam no início do ano que vem e a estreia está marcada para o dia 3 de março de 2017.
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