segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Jaspion, Jiraya, Black Kamen Rider: relembre o sucesso dos Tokusatsu no Brasil

O Rei dos Tokusatsus no Brasil foi e será Jaspion, ele marcou uma época e ressuscitou um genero que já quase tinha sido esquecido, ao lado de “gigantes” como Ultraman, Ultraseven, Vingadores do Espaço, Robôt Gigante, Spectreman e com o Super Sentai Changeman, estes acabaram por criar uma verdadeira febre. Jaspion serviu durante muito tempo como referência de Herói Japonês, antes que o termo “Tokusatsu” fosse conhecido e foi durante anos o trunfo da saudosa Rede Manchete. Muitos dos antigos fãs de séries japonesas viram em Jaspion o retorno da velha guarda (embora na verdade não foi exatamente o que ocorreu), Jaspion abriu um novo espaço nas programações, incendiando as manhãs, tardes e noites onde jovens, crianças e alguns adultos se sentavam a frente da TV para assistir suas aventuras. O sucesso de Jaspion permitiu a chegada de muitas outras series consagradas como, Jiraya, Jiban, Lion man, Cybercop, Flashman, Maskman, Winspector, Solbrain, Kamen Rider Black, Kamen Rider Black RX, Spielvan, Patrine e seus altos índices de audiência acabaram forçando algumas emissoras a trazerem também outras series: Metalder, Sharivan e Machine Man pela Bandeirantes; Sheider, pela rede Gazeta. Até a toda poderosa Rede Globo (que recusou a série que lhe fora oferecido antes do contrato com a Rede Manchete) foi forçada a voltar atrás, apresentando as séries Space Cop (Gyaban) e Bycrossers. Milhares de produtos com a marca Jaspion foram vendidos, sendo procurados até hoje por aficionados e colecionadores; cassetes de vídeo ainda podem ser encontradas nos clubes de video (locadoras). Revistas de banca desenhada também tiveram sua vez, apresentando as histórias da TV em diversas formas, em destaque para as edições da Ebal e a revista “O Fantástico Jaspion” da Bloch Editora, que era feita em forma de fotonovela. Apesar de ser um fenômeno no Brasil, Jaspion teve um sucesso mediano no Japão. Em contrapartida, foi capaz de reunir uma equipe de astros com grande destaque na terra do sol nascente: Hiroshi Watari, que veio ao Brasil em 2003, já havia participado de pontas no seriados Gyaban e Sheider; ganhando sua própria série no papel principal de Sharivan e Spielvan; interpretou Boomerman. Um amargurado herói em busca de vingança. Juniti Haruta, o vilão Mac Garen, atuou como Goggle Black, em Goggle Five e fez participações em Jiraya e Cybercop. Issao Sassaki, que interpretou o Profº Nambara, é cantor e interpretou as músicas tema do anime Patrulha Estelar (Uchyu Senkan Yamato) e da série Metalder. O roteirista de Jaspion, Shozo Uehara escreveu muitas histórias dos seriados da família Ultra, em especial, assinou 20 das histórias de “O Regresso de Ultraman” (Ultraman Jack), sem contar que trabalhou em inúmeras outras séries posteriores. No Anime Friends de 2003, onde o actor Hiroshi Watari e os conhecidos cantores Hironobu Kageyama (cantor das aberturas de Dragon Ball Z e Soldier Dream, a abertura da fase Poseidon de Cavaleiros do Zodíaco) e Akira Kushida (cantor de Gyaban, Sharivan, Sheider e algumas músicas da série Jaspion, como o tema de Daileon), cantaram juntos no final do mega show, o tema de abertura de Jaspion, um momento inesquecível e que ficará guardado na história. Jaspion ganhou o seu próprio circo: o Circo Show Jaspion e Changeman. As armaduras que eram utilizadas nos shows eram realmente verdadeiras. Para se ter uma ideia do quanto Jaspion representa, ele poderia não ter vindo se Toshihiko Egashira, o fundador da Everest Vídeo e responsável por trazer Jaspion, Changeman e muitos outros ao Brasil, tivesse optado por trazer outros tipos de animes. O anime Comando Dolbuck era na verdade a grande aposta, sendo que Jaspion e Changeman foram adquiridos com o temor de serem um grande fiasco. Correm boatos de que os tais animes que poderiam ter vindo no lugar deles seriam o recente Dragon Ball (é, ele mesmo) e vejam só… Saint Seiya. Voltando para o mundo da banda desenhada, no ano de 1990, saia às bancas a revista “O Fantástico Jaspion”, desta vez pela Abril Editora. Ela narrava as aventuras de Jaspion após o final da serie, desta vez lutando contra os descendentes e herdeiros de Satan Goss, em uma serie de historias dignas do herói. A revista contava também com as participações especiais dos Changeman, Flashman e algumas histórias solo de Boomerman. Na equipe destacada pelo roteirista Rodrigo de Góes, o desenhista Aluir Amâncio, o letrista Paulo Domingos, participavam outros nomes consagrados da BD brasileira: Alexandre Nagado, Marcello Arantes, Edna Ueda, João Pacheco, Jaime Podavin, Watson Portela, Marcelo Cassaro e muitos outros. Encerrada em seu nº12, com a antológica saga: “Um Estranho em Terra Estranha”, a revista “O Fantástico Jaspion” é cancelada, surgindo em seu lugar a revista “Heróis da TV”, com Marcelo Cassaro e Watson Portela em destaque. Esta nova edição retratava agora as novas aventuras de Kamen Rider Black, Cybercop, Maskman e Spielvan, mais a participação de Changeman e uma tentativa de prosseguir com a saga escrita por Rodrigo de Góes para “O Fantástico Jaspion”. Se comparada a anterior, “Heróis da TV” era muito inferior, pobre em qualidade e conteúdo, além de registar fatos que até hoje os autores tentam esconder, como por exemplo o encontro de Jaspion com os Metalianos; Um Change Robô dentuço; um Daileon magrelo. E tem mais: durante uma aventura, os Maskman são jogados no tempo e acabam indo para em mundo medieval. Lá eles se encontram com um grupo de aventureiros cujos nomes não nos são estranhos: Chronos, o clérigo; Taskan, O paladino e sua montaria, o grifo Rigel; A feiticeira Raven, o ladrão, Galtran e o elfo Floppy. Eles juntam forças para enfrentar uma sinistra criatura: o temível Daidaloss, O Dragão de Aço. Até o desenho do dragão de aço foi reaproveitado, que sem vergonha) e para finalizar a fatídica participação dos próprios autores na história “O Retorno do Filho Pródigo”, onde eles auxiliam os Changeman em uma tentativa de resgatar Jaspion de uma armadilha criada por um ressuscitado Mac Garen. Apesar de tudo, “Heróis da TV” serviu para revelar muitos futuros personagens e revelar grandes talentos e em especial, causou a ascensão de Marcelo Cassaro, permitindo-lhe criar um novo sistema de jogo que na época, não passava de uma mera brincadeira, mas que revolucionou para sempre o RPG nacional: a criação do sistema Defensores de Tóquio Original, que por sua vez deu lugar ao atual 3D&T. Por estes e outros motivos, Jaspion merece todo o nosso reconhecimento e mérito. Ele realmente foi o salvador do universo, pois abriu portas antes fechadas e garantiu que futuras gerações pudessem colher bons frutos (mesmo que amargos), deixando marcado sua passagem. É com grande saudade que rendo esta homenagem ao herói que fez e ainda faz muita falta. Talvez um dia, ele retorne e enfrente Satan Goss uma vez mais, mas até lá fica a lembrança de um dos maiores heróis que já cruzaram as nossas vidas. Quando Kamen Rider Black erroneamente nomeado no Brasil como Black Kamen RIder estreou na Rede Manchete em abril de 1991, pouca gente sabia que ele pertencia a uma linhagem de valorosos guerreiros que desde os anos 1970 já defendiam o Japão da invasão de impérios demoníacos. Kamen Rider rivaliza com Ultraman pelo posto de maior Super Heroi japones. Criado em 1971 pelo Deus do Mangá Shotaro Ishinomori e se estendendo até os dias de hoje, a série conta com roteiros maravilhosos e heróis marcantes com grande senso de justiça. Trazido para o Brasil como Black Kamen Rider, pertence à franquia de sucesso dos Kamen Riders. Foi a primeira série da franquia a ser transmitida no Brasil, exibida pela Rede Manchete a partir de abril de 1991, no bloco Sessão Super Heróis, onde obteve grande sucesso. Sua história gira em torno de dois irmãos Issamu Minami e Nobuhiko Aikizuki que comemoravam o aniversário de 19 anos de idade, rodeados por convidados influentes: políticos, artistas, etc. De repente, uma nuvem de gafanhotos surge do nada atacando a todos, mas estranhamente ninguém, exceto os irmãos aniversariantes, se abala com isso. Era o primeiro sinal do que estaria por vir. Os irmãos são transportados subitamente para a base secreta dos Gorgom, uma organização temível que deseja dominar o mundo infiltrados entre os humanos. Issamu e Nobuhiko foram escolhidos porque nasceram no mesmo segundo em que se completou um eclipse total do Sol. Deste modo, passaram por uma operação mutante, para adquirirem poderes e se transformarem em homens-gafanhoto, ou como é citado na série, nos dois Imperadores Seculares. A alusão aos insetos tem haver com sua força extrema, já que muitos podem levantar inúmeras vezes o seu próprio peso. Aqui, a intenção dos Gorgom era de que os irmãos, desprovidos de memória, lutassem entre si até a morte, para que o vencedor fosse proclamado o sucessor do Grande Rei dos Gorgom. Por intervenção do pai de Nobuhiko, Issamu é o único a conseguir fugir, antes de ter sua memória apagada. No entanto, ele já detém em seu corpo a Kingstone, a pedra responsável por sua mutação, e então, será com estes poderes que ele se torna o Kamen Rider Black. Com a memória preservada, Issamu tem a consciência das pretensões malignas dos Gorgom. Desta forma, para vingar a morte de seus pais biológicos e tentar salvar seu irmão, além de livrar a Terra da escravidão, usará os poderes excepcionais para lutar contra essa organização do mal. Aqui no Brasil tivemos a oportunidade de assistir apenas Black e Black Rx , mas episódios das demais series podem ser encontrados no You Tube e em sites especializados em Toku. Em 1966, pelas mãos de Eiji Tsuburaya, surge Ultraman, herói que revolucionou o conceito de Tokusatsu e desencadeou uma das maiores ondas produtivas da história japonenesa, iniciando o sucesso dos chamados Kyodai Heroes (heróis gigantes), como exemplo Spectreman, que invadiram a televisão japonesa até meados dos anos 70. Um ano mais tarde, em 1971, a série Kamen Rider, do famoso mangaká Shotaro Ishinomori lança sua adaptação para a televisão, tornando-se um dos maiores sucessos da época e também “abrindo” uma nova franquia que, de certa forma, mostrava-se como uma antítese ao “modelo” dos heróis gigantes. Em 1975, estréia a série Himitsu Sentai Goranger (Esquadrão Secreto Goranger), que abre espaço para uma nova linha do Tokusatsu: o gênero Super Sentai (então chamado simplesmente de “Sentai”), que também fez grande sucesso e tornou-se uma franquia independente. Muitas séries do gênero Super Sentai foram importadas e dubladas em outros países, atingindo grande sucesso em inúmeros. Dentre eles, no Brasil, tiveram grande receptividade, em destaque, inicialmente aos seus precursores: Changeman e Jaspion; o grande sucesso de ambas as séries abriu as portas para a importação e exibição de outras como Flashman, Goggle V e Maskman. O Fantástico Jaspion estreou no Brasil em 1986, ainda tímido, sendo distribuído em videolocadoras (um dos negócios mais rentáveis para pequenos empresários nos anos 80) pelo visionário Toshihiko Egashira, que percebeu o grande sucesso que heróis japoneses poderiam fazer no Brasil quando notou que lucrava muito com os VHSs desses seriados, ainda em língua nativa, que ele locava em sua locadora, no bairro da Liberdade. O boom do herói só aconteceu cerca de pouco mais de um ano depois de aterrissar no Brasil, quando a Rede Manchete passou exibir o seriado em seus programas infantis. Mesmo sendo exibido junto com o seriado Changeman, e mesmo comparado com seus sucessores, nenhum outro tokusatsu conseguiu tamanho sucesso de audiência ou vendagem de produtos licenciados. Visto de um ponto-de-vista frio, é estranho entender o porquê do sucesso de tal fenômeno, já que Jaspion, a uma primeira vista, não apresenta nenhum diferencial diante dos heróis mais famosos do Japão, ou mesmo se comparado aos heróis dos games e animes. Mesmo no Japão, o herói fez pouquíssimo sucesso, sendo quase cancelado, o que não apenas ocorreu por a Toei Company (gigante japonesa na produção de tokusatsu) conseguir realocar o seriado num horário de menor repercussão dentro da grade de TV Asashi, emissora que até hoje transmite os principais seriados tokusatsu japoneses. Essa rejeição se deu, principalmente, pelos vários traços que Jaspion importou da trilogia dos detetives espaciais (Gavan, Sharivan e Sheidder) que o precederam, o que foi considerado “plágio” pelo público nipônico. A resposta para tal indagação só vem após reconhecer os valores mais singelos e quase desapercebidos da história do herói e entender como o contexto sociocultural influenciou a alta audiência do seriado. Diferente dos heróis acima, Jirayia se destacava por ser um ninja sem maiores poderes sobrenaturais, contando apenas com seu treinamento e a lendária Espada Olímpica para superar as adversidades em 50 episódios inesquecíveis! O seriado japonês "Jiraiya, o incrível ninja" fez sucesso no Brasil entre o final da década de 1980 e durante os anos 90, quando passou na TV brasileira. O programa fazia com que muitas crianças brincassem de imitar os movimentos e lutas exageradas dos episódios. Mais de 20 anos depois de sua estreia no Brasil, "o sucessor de Togakure" - como Jiraiya se apresentava aos inimigos - ainda está nas lembranças de quem tem vinte e tantos anos, inclusive de Takumi Tsutsui. Ele interpretou o jovem Touha Yamaji, que se transformava no habilidoso ninja de roupa vermelha. Após ser o ninja, Takumi Tsutsui continuou na carreira de ator e participou de outros filmes, seriados e novelas. Por muitos anos esteve no elenco dos filmes da série "Tsuribaka Nisshi", que, segundo ele, é muito popular no Japão, fez dublagem de filmes e desenhos dos EUA e atualmente faz novelas de época no país. Estas produções, conta, são histórias da época dos samurais, então ele ainda usa roupas parecidas com as da época de "Jiraiya". Jogos de videogame também tiveram sua participação como dublador, mas ele conta que foram poucos. Questionado sobre o que mais sente falta da época em que era o ninja, Tsutsui afirma que na época achava ruim mas que, hoje, ele sente falta. "Ou eu passava muito frio ou eu passava muito calor durante as gravações, mas sinto muitas saudades daquele tempo". O ator sabia que o ninja Jiraiya fazia sucesso longe do Japão. "Tenho primos em São Paulo. Eles me contavam que o seriado estava passando na TV aqui e fazia sucesso. Eles gostavam muito. Pediam para mandar fotos e vídeos lá do Japão". Esta é a quarta vez que o ator vem ao país, a terceira para eventos, sendo que na primeira, nos anos 1980, veio a passeio para visitar os primos. O seriado foi gravado no Japão durante 1 ano, entre 1988 e 1989 e, diferentemente de outros heróis que apareciam na TV na época como Jaspion, Changeman, Jiban e Flashman, por exemplo, Jiraiya não tinha armadura de metal e grande poderes especiais. Para Tsutsui, o fato de ter havido grandes "heróis de metal" e, de repente, aparecer um ninja, chamou a atenção do público. "O diferencial de 'Jiraiya' foi mostrar um ninja em vez de um herói de metal. Acredito, também, que mostrar um lado mais humano e uma história centrada na família, mostrar os irmãos unidos, foi o que permitiu ao seriado fazer sucesso. Por conta de direitos autorais da Toei, empresa que produziu "Jiraiya" e outros seriados de heróis japoneses, Tsutsui não pode "ser" o ninja em eventos públicos. Sekai Ninja Sen Jiraiya (traduzido como Guerra Mundial dos Ninjas Jiraiya e lançado no Brasil sob o título Jiraiya, o Incrível Ninja) é uma série de televisão japonesa do gênero tokusatsu, pertencente à franquia dos Metal Heroes. Produzida pela Toei Company, foi exibida originalmente entre 24 de agosto de 1988 e 22 de janeiro de 1989 pela TV Asahi, totalizando 50 episódios. A série diferenciou-se de suas antecessoras por quebrar o padrão da franquia na qual está inserida, introduzindo um herói sem superpoderes e utilizar como temática a tradição japonesa dos ninjas, até então nunca explorada nos Metal Heroes. Foi trazida ao Brasil pela extinta Top Tape e estreou no dia 25 de setembro de 1989, continuando a fazer muito sucesso na década de 90. Mais tarde voltou a ser exibida pela Rede Manchete entre 1998 e 1999. Com a falência da Manchete, a série foi exibida pela manhã na RedeTV! até meados de 1999, pouco antes da emissora estrear a sua programação definitiva. Atualmente, é exibida no bloco "Made in Japan" da Ulbra TV de Porto Alegre, aos sábados à tarde e pela Rede NGT de televisão de segunda a sexta-feira às 15 horas, para agradecimento dos fâs saudosos e para os novos também.
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