sexta-feira, 3 de abril de 2015

Filipe Toledo: Conheça mais sobre o talentoso surfista brasileiro ganhador do Gold Coast, na Austrália

O Brasil não poderia começar melhor a temporada 2015 do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour ao dominar o ranking mundial com a vitória sensacional de Filipe Toledo, no Quiksilver Pro Gold Coast. Além de Filipe, os também paulistas Adriano de Souza e Miguel Pupo dividiram o terceiro lugar no primeiro desafio do ano na Austrália. O primeiro título de Filipinho em etapas do WCT foi conquistado de forma espetacular com uma nota 10 na última onda surfada contra o australiano Julian Wilson e com o maior placar do evento, 19,60 a 14,70 pontos. A vitória valeu um prêmio de 100.000 dólares e a liderança no primeiro ranking de 2015 com 10.000 pontos. “Essa é a melhor sensação do mundo e estou muito feliz por começar o ano com vitória. Só Deus e minha família sabem o quanto eu tenho treinado para estar aqui hoje, tanto física como mentalmente. Eu estava muito confiante durante todo o evento e quero dedicar esta vitória ao meu pai e toda a minha família que sempre está junto comigo me dando força. Só sei que este será um grande ano para os brasileiros e provamos isso aqui em Snapper Rocks”, falou Filipinho. Se você acompanha o surfe, já viu esse cara. Se não acompanha, pode guardar essa cara. Filipe Toledo. Garoto ainda. 19 anos. Mas com um DNA de títulos. Ele é filho de Ricardo Toledo, bicampeão brasileiro de surfe, e parceiro de ondas até hoje. Filipe conversou com o Esporte Espetacular e revelou que espera seguir o caminho do pai, mas com vôos mais altos, e garante que vai ser campeão do mundo de surfe. Filipe Toledo rezou e apontou para os céus ao entrar na água para a grande decisão da etapa de Gold Coast, contra o xodó local, o australiano Julian Wilson. Cerca de meia hora depois, o paulista de 19 anos, caçula do tour, estava nos braços da torcida brasileira que invadiu a praia de Snapper Rocks, comemorando seu primeiro título no Circuito Mundial de Surfe. Com mais uma atuação de gala, recheada de aéreos e manobras ousadas, Filipinho venceu de forma incontestável por 19,60 a 14,70, coroando com o título um torneio onde deu espetáculo em todas as baterias. A conquista ainda foi carimbada com uma nota 10 na última onda. Um encerramento perfeito, que fez jus a uma campanha impecável do jovem prodígio do surfe brasileiro. Mesmo antes de sair da água, Filipe foi levantado pela multidão de brasileiros que assistiram seu espetáculo. Aos gritos de "É campeão!" e "Ha ha hu hu, a Austrália é nossa", o vencedor do "Nas Ondas" foi carregado até a areia. Lá, recebeu um abraço apertado do pai Ricardo Toledo, tricampeão brasileiro, e não conteve as lágrimas. Na sequência recebeu os cumprimentos dos surfistas compatriotas, dentre eles Gabriel Medina e Silvana Lima. Era apenas o começo de um dia de muita festa. - Não tinha jeito melhor de terminar essa final. Fechar a bateria desse jeito, com uma nota 10, com meu pai, meus amigos todos aqui e essa multidão brasileira dando esse apoio, Deus me ajudando... Significou muito para mim - completou Filipe, 17º colocado no Mundial do ano passado. No ano passado, o vencedor da etapa de Gold Coast, que abre a temporada do Mundial de Surfe, foi o brasileiro Gabriel Medina. Em dezembro, ele acabou se tornando campeão mundial após outras duas etapas vitoriosas (Teahupoo e Fiji), sendo o único do Brasil a levantar títulos na temporada. Medina, inclusive, também é considerado um prodígio da geração talentosa do país, ganhando etapas com apenas 17 anos. Ele fez questão de dar um abraço em Filipinho após o triunfo. A próxima etapa do Mundial de Surfe será novamente na Austrália, em Bells Beach entre os dias 1º e 12 de abril. Em seguida, a disputa vai para Margaret River, no mesmo país. Em maio, os surfistas desembarcam no Rio de Janeiro. Os primeiros cinco minutos foram tensos. Poucas ondas e muito estudo entre os dois competidores. Filipinho passou então a ditar o ritmo. Pegou a primeira onda, onde encaixou alguns “floaters" (manobra em que o surfista, depois de dar uma cavada na base da onda, vai até a crista e passa por cima dela, quase flutuando, retornando em seguida à base), um "layback" (manobra em que o surfista empurra as costas para a parede da onda e, em seguida, se levanta de novo) e encerrou com um aéreo, tirando 8,00. E depois, dropou mais três na sequência, abortando duas delas e tirando 6,00 na última delas, alcançando 14,00. Enquanto isso, Julian permanecia zerado, à espera da melhor oportunidade. A 18 minutos do fim, o australiano finalmente entrou em ação. Começou a onda com um aéreo, arrancando aplausos da torcida, mas acabou se desequilibrando ao tentar repetir a manobra e caiu, tirando 3,70. Na sequência, Wilson concluiu uma bela onda com um aéreo e tirou 9,10. Com isso, chegou a 12,80 e ficou precisando apenas de 4,91 para virar o duelo. Mas na onda seguinte, o brasileiro deu o troco em grande estilo, emplacando um 9,60 que o deixou com 17,60 e forçou o rival a ter que tirar 8,51. E o dia era mesmo de Filipinho. Nos minutos finais, o paulista de Ubatuba pegou duas ondas espetaculares. Na primeira delas, acertou diversas manobras e tirou 9,17, subindo para 18,77 pontos. E na última delas, a segundos do fim, desfilou seu repertório de aéreos e foi premiado com um 10. Resultados das finais da etapa de gold coast Quartas de final Miguel Pupo (BRA) 13.70 x 13.67 Wiggolly Dantas (BRA Julian Wilson (AUS) 17.44 x 11.17 Taj Burrow (AUS) Adriano de Souza (BRA) 15.07 x 13.23 Mick Fanning (AUS) Filipe Toledo (BRA) 17.34 x 16.23 Bede Durbidge (AUS) Semifinais Julian Wilson (AUS) 16.26 x 15.60 MiguelPupo (BRA) Filipe Toledo (BRA) 17.23 x 10.34 Adriano de Souza (BRA) Final Filipe Toledo 19.60 x 14.70 Julian Wilson
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