sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A temporada de 2015 do WCT terá cinco novidades, entre elas, dois surfistas brasileiros

Antes de começar a falar da turma que fará a sua estreia na primeira divisão do surfe mundial, vale destacar que na temporada de 2014, dois australianos lutaram pelo título de “rookie of the year” da ASP, agora chamada de WSL (World Surf League). Mas o que chamou a atenção foi que a dupla composta por Mitch Crews e Dion Atkinson não brilhou e o que ambos fizeram ao longo de todo o ano foi lutar para não cair. Resultado: de volta a concorrida e exaustiva divisão de acesso, mais conhecida como WQS (World Qualify Series) Mitch Crews fez uma boa campanha nos eventos Prime de 2013, acumulando dois terceiros lugares nas provas de Ballito e Açores, além de faturar um 4 estrelas no país do sol nascente, o Japão. Já Dion Atkinson começou bem a temporada também com dois quintos, sendo um no seis estrelas de Newcastles, na Austrália e o outro no Prime de Saquarema e finalizou sua campanha com a quarta colocação nas direitas de Haleiwa, no Havaí, garantindo assim seu posto entre os melhores do mundo em 2014. Porém no cobiçado WCT, onde aí sim teriam que mostrar um surfe de primeira, o máximo que conquistaram foram alguns elogios nas divertidas ondas de Snapper Rocks e alguns tubos nas temidas esquerdas de Teahupoo. Mitch começou dando indícios de que iria engrenar na elite, conquistando na sua estreia uma nona colocação na Gold Coast, derrotando Filipe Toledo e Julian Wilson em condições que teoricamente favoreciam o prodígio brasileiro e o queridinho australiano. Mas a partir de então o máximo que avançou foi até a terceira fase nos eventos de Bells, Rio e Tahiti. O seu surfe ágil e pouco vistoso não agradou e agora se quiser voltar ao WCT terá que suar a camisa visto a incrível geração que está chegando. Por outro lado, Dion Atkinson, apesar de ter terminado na frente de Mitch Crews (30º) no ranking de 2014, na vigéssima oitava posição, em nenhum momento mostrou ser um top da elite, a não ser na histórica etapa de Teahupoo, no Taiti, quando terminou no quinto lugar e foi um dos destaques da competição. Fora isso, Dion sofreu com a falta de patrocínio a apresentou um surfe burocrático e sem muita empolgação, perdendo assim a sua vaga no WCT. Assim como Mitch, se quiser voltar precisa evoluir bastante, principalmente as manobras modernas e também o lado competitivo. Apesar da desclassificação, os caras surfaram boas ondas ao longo do circuito, e no vídeo abaixo vocês conferem uma breve coletânea com alguns momentos da dupla ao longo de 2014 com imagens exclusivas do famoso Canal Woohoo que eu postei no Blog. Então aperte o play! Agora vamos ao que interessa, que são os estreantes no WCT de 2015. A lista é composta por 5 surfistas, sendo 2 brasileiros, 1 australiano, 1 havaiano e 1 neozelandês. Destacamos um a um, com suas principais características, etapas que podem se destacar e um vídeo com uma prévia do que eles são capazes. Wiggolly Dantas Natural de São Paulo, Guigui é um batalhador e buscava essa vaga no WCT por mais de 5 anos, até conseguir uma sequencia de bons resultados em 2014 que lhe garantiram os pontos suficientes para finalmente integrar o circuito dos sonhos. Surfista de base goofie, o paulista tem como ponto forte o surfe de linha e o talento pra entubar. Com inúmeras temporadas havaianas, ele é um dos brasileiros com mais moral no arquipélago, e pode surpreender e conquistar bons resultados nas etapas de Fiji, Teahupoo e Pipeline. Se manter o foco e a dedicação vista no ano passado, pode facilmente se garantir na elite sem depender dos resultados do WQS. Italo Ferreira Local de Baía Formosa, em Natal no Rio Grande do Norte, Italo é um animal. Com um backside estupidamente rápido e moderno, o potiguar foi sem sombra de dúvidas a maior surpresa deste ano. Com apenas 3 temporadas competindo na divisão de acesso, Italo começou a correr as etapas Primes apenas do meio do ano pra frente e com apresentações inspiradoras, conquistou excelentes resultados e garantiu seu nome na elite antes mesmo da perna havaiana. Dois mil e quatorze foi um ano incrível para o potiguar, que obteve excelentes resultados, como o título brasileiro de surfe profissional e o vice-campeonato mundial Pro Junior da ASP. Se continuar na pegada e com o backside apresentado ao longo do ano, pode facilmente surpreender, tirar o posto de Matt Wilkinson como melhor backside da elite e obter ótimos resultados nas etapas de Snapper Rocks, Rio de Janeiro, Trestles e França. Vale destacar também que o garoto tem uma facilidade absurda para as decolagens e se o bicho estiver pegando, pode apostar que ele vai investir em aéreos estratosféricos. Olho nele. Matt Banting Matt Banting é mais um daqueles garotos criados para vencer. Local de Port Macquarie, em New Soth Wales, na Austrália, ele foi o primeiro a garantir seu passaporte para elite de 2015 graças a duas vitórias em eventos de nível 6 estrelas e o vice-campeonato no Prime de Maresias. Aos vinte anos de idade, Banting teve uma vitoriosa carreira como surfista Pro Junior e agora terá que provar entre os melhores do mundo que merece o seu lugar. Dono de um surfe moderno e com um vasto repertório, o australiano já participou de eventos do WCT como convidado, mas nunca passou da terceira fase. A competitividade e ter nascido na Austrália podem o ajudar a contruir sua carreira dentro do circuito da elite mundial. Keanu Asing Nascido na meca do surfe mundial, Keanu Asing é um pequeno notável. Aos 21 anos de idade, o local no Honolulu tem como principal característica a versatilidade, já que consegue encaixar o seu surfe tanto nas marolas de Huntington Beach, quanto nas volumosas ondas de Sunset e nas pesadas esquerdas de Pipeline. Keanu não venceu nenhum evento em 2014, mas o vice-campeonato no Prime de Saquarema, a quinta colocação em Sunset Beach e algumas quartas de final lhe garantiram na elite deste ano. Apesar da baixa estatura, Keanu é dono de um surfe de muita pressão, e se adapta muito bem as condições. Visto sua atitude e versatilidade, o havaiano pode se dar bem tanto nas supermanobráveis ondas de Lowers Trestles, até os pesados tubos de Teahupoo e Pipeline. Ricardo Christie Desde Maz Quinn que o WCT não tinha um neozelandês figurando entre os melhores surfistas do planeta. Após uma espera de anos, apareceu o talentoso Ricardo Christie, que vinha há um bom tempo batalhando por um lugar ao sol e após algumas combinações de resultados no final da última temporada ele garantiu seu nome na elite de 2015. Dedicado ao extremo, Ricardo é um cara que tem um surfe pesado e se identifica bastante com ondas volumosas, apesar de ter também o jogo aéreo em seu arsenal. Tem tudo para ir bem nas etapas de Bells Beach e Margaret River. Com esse pelotão louco pra mostrar serviço, mais a turma que vem anos na batida em busca de bons resultados, esta temporada de 2015 promete ser uma das melhores, com o brasileiro Gabriel Medina defendendo o título mundial e dezenas na sua cola com sangue nos olhos para bater a carteira do garoto. Agora é esperar e ver o que acontece. Abaixo as etapas e as datas em que irão acontecer cada um dos 11 eventos do World Championship Tour. 1. Quiksilver Pro Gold Coast, Gold Coast – Austrália. Fev 28 – Mar 11 2. Rip Curl Bells Beach, Bells Beach – Austrália. Abr 1-12 3. Drug Aware Margaret River Pro, Margaret River – Austrália. Abr 15-26 4. Rio Pro, Rio de Janeiro – Brasil. Mai 11-22 5. Fiji Pro, Tavarua/Namotu – Fiji. Jun 7-19 6. JBay Open, Jeffreys Bay – África do Sul. Jul 8-19 7. Billabong Pro Teahupoo, Teahupoo – Tahiti. Ago 14-25 8. Hurley Pro at Trestles, Trestles – USA. Set 9-20 9. Quiksilver Pro France, Landes – France. Out 6-17 10. Moche Rip Curl Pro Portugal, Peniche/Cascais – Portugal. Out 20-31 11. Billabong Pipe Masters, Pipeline – Havaí. Dez 8-20
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