quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Prism, novo disco de Katy Perry acompanha crescimento dos fãs

Após separação um tanto traumática de um casamento de 14 meses com o comediante Russell Brand, Katy Perry deu vários sinais de que seu próximo disco seria extremamente pessoal e mais obscuro. Em entrevista para a revista "Interview", por exemplo, a cantora chegou a prometer um disco completamente diferente do anterior. "Eu imagino que meu próximo álbum talvez seja um pouco mais do que uma aventura artística, mas não significa que eu esteja sabotando a mim mesma". Sem o conceito extremo do pop de "Teenage Dream", "Prism" chegou para a audição dos fãs na quinta-feira (17), mas não avança e nem evolui a carreira de Katy, que decolou a níveis estratosféricos após emplacar sete singles do mesmo disco no primeiro lugar das paradas. Algo que apenas Michael Jackson havia conseguido fazer. O time gigante de compositores e produtores continuam os mesmos (liderados por Dr. Luke, verdadeiro hitmaker do pop). Nas letras, porém, algumas mudanças. No lugar do viés hedonista de diversão -- aquele clima irresistível de festa que o disco anterior trazia --, Katy voltou suas composições para dúvidas amorosas, separação ("Ghost" – uma das melhores de "Prism") e desafios da vida. Nesse sentido, John Mayer deve estar fazendo bem à americana. "Roar", primeiro single e a faixa que abre o disco, não deixa dúvidas: é uma canção de superação que consegue, de cara, a identificação dos adolescentes que cantam a música de braços abertos. Não é só de festa que vivem esses jovens ouvintes. Como se acompanhasse seus fãs, que crescem de maneira rápida, Katy deixou o glacê e todos os artigos coloridos que lotavam shows e seu próprio figurino , para entrar uma mulher que se redescobre. "Birthday" pega emprestada a levada suingada dos últimos sucessos de Daft Punk e Bruno Mars. A dupla eletrônica volta a ser referência na boa "International Smile", onde Rio de Janeiro é citado. Essa última, ao lado de "This is How We Do" e "Ghost" –- canção escrita para o ex-marido -– são as melhores do disco. "Walking On Air" parece um tributo à música eletrônica das décadas de 80, mas sem muita firmeza. "Dark Horse" é a única a trazer algum peso e estranheza ao disco, que se encerra com a balada de agradecimento espiritual, "By The Grace of God". Os fãs adolescentes agradecem tamanha comoção e empatia. Mas musicalmente, Katy estacionou. Quem sabe na próxima. A cantora já disse, em entrevista à "Billboard", que é possível que no futuro se transforme em uma espécie de Joni Mitchell, cantora canadense do folk. Após "Roar", a cantora avisou que o próximo single terá uma pegada mais romântica. "Unconditionally" será apresentada ao vivo no EMA, premiação da MTV europeia, no dia 10 de novembro. O clipe para a música já está sendo gravado em Londres.
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