segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ingressos para shows de Beyoncé encalham no Brasil e cantora canta para apenas 35 mil em Fortaleza

"The Mrs. Carter Show" tinha tudo para ser um grande sucesso, os ingressos encalharam e o público parece não estar muito interessado em adquirir em altos preços os tickets para assistir uma das maiores cantoras do mundo em solo brasileiro. Em clima de uma grande e festiva parada gay, Beyoncé fez seu primeiro show da turnê "The Mrs. Carter Show" no Brasil, neste domingo (8), em Fortaleza (CE). Cerca de 35 mil pessoas assistiram ao espetáculo na Arena Castelão - estádio oficial da Copa do Mundo - e se esbaldaram em dança, gritos, beijo na boca e muito "bate cabelo". As vendas para o show de Belo Horizonte estão abaixo do esperado, apenas o show do Rock In Rio na cidade do Rio de Janeiro está com os Tickets esgotados. A "micareta de Beyoncé" começou bem antes do show. Na porta da arena, o público, entre eles muitos gays, investiu no visual e apostou nas coreografias da diva do pop para animar a todos que chegavam ao local. Já dentro do estádio, o clima não podia ser diferente. Mesmo com espaços vazios devido à baixa venda de ingressos, Beyoncé levou a história da rainha Mrs. Carter mais a sério do que nunca. Abrindo o show com a música "Run The World (Girls)", ela aproveitou o rebolado de seus fãs para demonstrar - mais ainda - a sua marca registrada: a quebrada de quadril. Com dez trocas de roupas, o repertório teve os hits "Single Ladies", "Naughty Girl", "Love on Top", "Crazy in Love" e "Baby Boy". As duas horas de apresentação renderam ainda "Flaws and All", "I Will Always Love You", em homenagem a Whitney Houston, "Grown Woman", entre outras. Guilherme e Evaldo, que formam um casal gay, acreditam que Beyoncé representa o público GLS, por conta do seu carisma e por ter músicas que falam de amor. "Queríamos que a Beyoncé tocasse em nosso casamento. Estamos aqui pelo amor e união", disse Guilherme, que namora Edvaldo há quatro anos. Além de embalar romances, Beyoncé agiu como animadora de torcida, com menos cabelos e mais fôlego do que em sua passagem pelo Brasil em 2010. A apresentação foi idêntica à que fez no Budweiser Made in America Festival, na Filadélfia (EUA), no domingo passado (1º) acompanhado e transmitido pelo UOL. Já o espetáculo proporcionado pelo jogo metórico de luzes mostrou que o seu investimento em alta tecnologia – o maior de sua carreira, segundo a cantora – valeu a pena. Um painel de LED móvel foi o fio condutor do show com exibições de vídeos que parecem estar em 3D, sensação que enche os olhos. Além da imprensa, Beyoncé recebeu jovens da ONG Central Única das Favelas do Ceará (Cufa). Emocionadas e muito felizes, nove felizardos tiveram a oportunidade de passear pelo backstage, abraçar, conversar e "fazer coração com as mãos" com a diva. "Ela foi um amor com a gente. Fez coração com as mãos com a gente. Foi muito emocionante. Depois disso, eu vou para o show arrasar", disse o fã Gleydson Rodrigues, de 15 anos, que faz parte do projeto que passa por comunidades carentes de todo o Estado. Já para Samantha Nascimento, 14, Beyoncé foi "como uma segunda mãe" para eles. "Nunca imaginei que ela passaria tanto amor para nós", contou a garota, que chorou o tempo todo que esteve ao lado da cantora. "É impressionante como um painel de LED e a dança sejam tão envolventes", disse o médico Matheus Vieira. Ele acredita que Beyoncé seja uma artista completa e que consegue emocionar o público GLS. "Alguns gays têm o emocional mal resolvido. Com suas músicas, ela consegue fazer uma terapia grupal", disse ele aos risos, que aproveitou o clima de paquera no ar.
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