quarta-feira, 25 de setembro de 2013

I Like Radio: 25 de setembro é dia do rádio, não é dia da música e o ritmo é de festa

O dia 25 de setembro é o dia do rádio. O rádio foi o primeiro grande veículo de comunicação de massas. Na verdade, dele vieram os primeiros profissionais e até os programas da TV. Por exemplo, você sabia que, antes das telenovelas, existiram as radionovelas? Os ouvintes escutavam os capítulos da mesma maneira que hoje, só que tinham que "ver" as cenas em sua imaginação. Os primeiros aparelhos de rádio eram grandes caixotes de madeira, como você vê na foto que ilustra esse texto. Usavam válvulas e precisavam ser ligados na tomada para funcionar. Com o tempo, eles foram diminuindo de tamanho e passaram a funcionar com pilhas. O rádio foi patenteado pelo cientista e inventor italiano Guglielmo (Guilherme) Marconi, no início do século 20. A primeira transmissão radiofônica no Brasil aconteceu no dia 7 de setembro de 1922, por ocasião do centenário da independência. Uma estação de rádio foi instalada no Corcovado e, além de música, emitiu o discurso do presidente da República, Epitácio Pessoa. No ano seguinte foi fundada por Roquete Pinto a primeira emissora de rádio do país: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Atualmente os salários de Radialistas em grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro gira em torno de R$ 2,800 e R$ 3,700 reais, fora os bônus de R$ 200 reais gerados de textos comerciais lidos no ar, geralmente pagos apenas por grandes emissoras de rede. Trabalhar em rádios de grande porte como a MIX FM, FM O Dia e a Jovem Pan é o alvo de 9 entre 10 locutores, visando o salário muito superior ao pago por emissoras de cidades do interior. Por exemplo, na Rádio Cidade JF (100,1) de Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, o salário pago para exercer o cargo de "Locutor" é menor que R$ 1.000, com descontos reduz para pouco menos de R$ 890 reais, outras rádios como a popularesca Rádio Alô FM de JF( 96,7), os baixos ganhos não fogem da regra. O problema é que o baixo salário está também em rádios de cidades como Ipatinga, Montes Claros, Três Rios, Uberlândia, pequenas emissoras da cidade de Salvador, entre outras, onde o Locutor infelizmente não é valorizado, uma vez que empresários não acham interessante para as empresas pagarem "caro" para que um funcionário fique no ar por "apenas" 4 horas no ar e em muitas vezes nem isso. Gera descontentamento e resta aos que gostam de fazer rádio a frase clássica e pouco convincente " Faço rádio por amor". O sucesso do rádio se deve ao fato de que ele pode estar em qualquer lugar a qualquer hora e é acessível à maioria da população, tanto em zonas urbanas quanto rurais. Por isso, quem apostava que ele ia desaparecer quando a televisão surgiu se enganou redondamente. Ele está ai e continua sendo um dos mais importantes meios de comunicação. Na Era do Rádio, o grande astro era "Vital Fernandes da Silva", o "Nhõ Totico", que permaneceu no ar por 30 anos. O mais incrível é que nesta época ele apresentava dois programas ao vivo e totalmente improvisado. Nos dias de hoje, com um ouvinte mais exigente, o radialista precisa de muita técnica e ter um padrão que se identifique com cada emissora. Mas o ponto em comum entre eles tem que ser o carisma. Dentro de cada Radialista existe um inexplicável sentimento de dedicação e o interesse pelo que faz. Só o idealismo não é o suficiente, existe a necessidade do talento. Com milhares de bons Radialistas espalhados pelo Brasil, o Rádio é hoje rico. Oferecendo boas opções para aquele que merece todo o nosso respeito. O ouvinte. O Radialista é um sonhador, um apaixonado que faz parte do cotidiano das pessoas.
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