terça-feira, 15 de maio de 2012

No reino encantado de Thor Batista


Não bastam os jatinhos, carros espetaculares, roupas de grife, barcos e mansões que fazem parte da rotina vivida pelo filho do homem mais rico do Brasil. Ele agora quer ser também um grande empresário da noite. Com nome de divindade nórdica e herdeiro de uma fortuna estimada em 30 bilhões de dólares, Thor de Oliveira Fuhrken Batista não é um jovem comum. Primogênito do oitavo homem mais rico do mundo e da eterna rainha do Carnaval, o ex-casal Eike Batista e Luma de Oliveira, o garotão de 19 anos vive em um mundo mais próximo do fantástico reino de Asgard, das lendas escandinavas, do que da planície carioca. Amante da velocidade, tem na garagem um Aston Martin DBS, comprado há um mês por 1,3 milhão de reais. Quando quer badalar nas boates descoladas de São Paulo, embarca em um dos três aviões da frota familiar, entre eles um Gulfstream, capaz de ir até a Europa sem ser reabastecido. Gasta alguns milhares de reais numa noitada e volta para dormir no conforto da mansão onde mora, no Jardim Botânico. Ali, dispõe de facilidades como quadra de tênis oficial, sala de cinema e academia de ginástica. Assim como o deus do trovão, o Thor de carne, osso e músculos cultua a força física e exibe bíceps com 45 centímetros de diâmetro, esculpidos em uma hora e meia diária de malhação. Tal silhueta — e o patrimônio do pai — lhe garante a simpatia das mulheres. Com tantos prazeres ao alcance de um celular, o rapaz poderia simplesmente circular pelo planeta, frequentando os melhores hotéis, restaurantes e festas. Mas ele quer mais.
Quando repousa a cabeça em seus travesseiros de pena de ganso, Thor sonha em repetir o sucesso paterno no mundo dos negócios. A partir deste sábado (28), ele começa a dar forma a tal desejo. Nesse dia, foi agendada uma recepção para 4 000 pessoas no Museu de Arte Moderna, no Centro. Numa espécie de rito de passagem, a celebração marca o início das atividades da empresa BBX, uma sociedade com Mário Bulhões Pedreira, de 27 anos e herdeiro de uma das mais tradicionais famílias de advogados do país. Juntos, eles querem transformar a companhia em um conglomerado no ramo do entretenimento. O primeiro empreendimento, uma filial da franquia espanhola de boates Pacha, terá as portas abertas em outubro, na Gávea. Ao todo, o negócio vai consumir 11,5 milhões de reais em investimentos — metade do valor foi emprestada por Eike. "Eu cresci ouvindo meu pai dizer que o maior orgulho de um homem é ver o filho superá-lo", conta. "Sempre engolia em seco quando ele dizia isso. Fazer mais do que ele é quase impossível."
Onipresente nas conversas, o pai é, indiscutivelmente, uma grande referência para Thor. Desde menino, ele o acompanha em reuniões e compromissos profissionais para um dia suceder-lhe no comando do império familiar. Quase toda semana, passa pelo menos um dia na sede da EBX, a holding do grupo, na Praia do Flamengo. O rapaz gosta de contar que seu primeiro compromisso de trabalho, digamos, foi em 2000, quando tinha apenas 9 anos. Na ocasião, viajou para o Chile com Eike, que foi vender uma mina de ouro. Recentemente esteve em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para uma conversa com um xeque que seria dono de uma fortuna de 1 trilhão de dólares, a bordo de um iate de 400 pés. "O que mais me fascina no desejo de Thor de conquistar sua independência financeira é que ele está repetindo a minha história. Mas por vontade própria", afirma Eike, orgulhoso. Rico, bonito e jovem, ele gosta de badalar. Além das escapadas de jatinho para São Paulo, usa os dois helicópteros da família para passar o fim de semana em Angra dos Reis. Lá, dois maravilhosos barcos, um com 68 pés (23 metros) e outro com 115 pés (36 metros), ficam à disposição dos hóspedes. Mão-aberta, muitas vezes banca as despesas dos amigos. "A gente tem uma vida de luxo, sim, mas não esbanjo dinheiro. Conheço gente que torra 60 000 reais numa noite. Eu gasto no máximo 6 000", declara. Aos companheiros mais próximos e apaixonados por carros como ele, chega a dar presentes como um kit de peças cujo valor ultrapassa 20 000 reais. Mas aprendeu desde pequeno a se manter alerta contra aproveitadores. "Costumo dizer que já nasci com detector de gente interesseira. Sei que, com a fortuna do meu pai, muita gente finge ser minha amiga", afirma. Por motivo de segurança, não dá um passo fora de casa sem que esteja acompanhado por seus seis guarda-costas.
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